Hoje, 23 de abril de 2012, a FENET completa um ano de sua fundação!
Após três dias de intensos debates durante o Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas, os estudantes resolveram fundar a que se tornou uma das maiores entidades estudantis do Brasil, a FENET (Federação Nacional dos Estudantes no Ensino Técnico). Os estudantes também elegeram como seu patrono José Montenegro de Lima, ex-estudante da Escola Técnica do Ceará (hoje IFCE).
Enquanto os maiores fabricantes de chocolates do mundo somam vultuosos lucros na celebração capitalista da páscoa, centenas de crianças são vendidas como escravas na Costa do Marfim para trabalhar em plantações de cacau.
Essas crianças, que em sua maioria nunca nem ao menos provaram um chocolate, são expostas a péssimas condições de trabalho devido à manipulação de facões, o carregamento de cargas pesadas e a exposição a pesticidas, os quais fazem sentir seus efeitos 20 ou 30 anos depois.
O jornalista dinamarquês Miki Mistrati denunciou essa situação de barbárie no premiado documentário O lado negro do chocolate, visitando desde os pontos de tráfico de crianças nas fronteiras da Costa do Marfim até as plantações nas quais as crianças são escravizadas.
Quando questionadas sobre os fatos, empresas beneficiadas com essa situação tais como Nestlé, Mars e Kargill, entre outras, se recusaram a dar qualquer declaração. Estas limitaram-se a emitir uma nota conjunta na qual declaravam, entre outras coisas, que nos últimos 9 anos investiram – todas juntas, vale ressaltar – 6 milhões de euros em programas de assistência.
Se isso parece alguma coisa, é importante notar, no entanto, que o lucro da Nestlé – sozinha – foi de 12 bilhões de euros no ano de 2009. A mesma Nestlé que detém 12% do mercado mundial.
Nos dias 20, 21 e 22 de abril deste ano acontecerá na cidade de Campina Grande (PB) o 3º Seminário Universidade Brasileira, que terá debates e mesas-redondas sobre temas como autonomia universitária, permanência e assistência estudantil e a campanha nacional por 10% do PIB para a educação.
O evento que já está em sua terceira edição se realiza nas imediações da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) pela importância que a instituição assumiu no último período relativamente à luta dos estudantes das universidades públicas por autonomia, por conta da resistência que estudantes e trabalhadores da UEPB vêm imprimindo contra o decreto autoritário do governador Ricardo Coutinho, que corta R$ 9 milhões do orçamento, já pequeno, da UEPB e passa a depositar o recurso da instituição não mais na conta da universidade, mas numa conta controlada pelo governo do estado.
Vários são os problemas, para além da autonomia que os estudantes brasileiros enfrentam. São moradias com vagas insuficientes e caindo aos pedaços, são bandejões caros e limitados no número de refeições, são bolsas de iniciação científica inacessíveis e uma absurda falta de democracia no geral das instituições de ensino superior. O Seminário busca discutir estes temas tão importantes para a realidade universitária e contribuir com a organização dos estudantes para reivindicar estes e outros direitos.
A inscrição custará R$ 30,00 e poderá ser feita na hora do credenciamento, no local do evento. Para maiores informações mande um e-mail para universidadebrasileira@gmail.com ou entre em contato pelo telefone (83) 98026578.
O Brasil 'deve' uma fortuna que se paga paga paga e a dívida nunca acaba. Em 2011, o volume total dessa dívida cresceu 10,7% e atingiu o impressionante valor de R$ 1,86 trilhão. Esse valor representa o endividamento da União, dos Estados e Municípios com credores nacionais e internacionais. 62,5% dessa dívida está nas mãos de bancos, de fundos de investimentos e pensão e de seguradoras nacionais e internacionais; os 37,5% restantes, nas mãos de milionários brasileiros e estrangeiros; ou seja, não existe nenhum pequeno comerciante ou trabalhador que empreste dinheiro ao governo.
Estudantes da Escola Estadual Profª Ùrsula Lianza (EEPUL) junto com o Grêmio Livre Estudantil João Pedro Teixeira ( Gestão REBELE-SE ) e a APES, lutam por reformas na escola, tendo em vista que a escola sofre de infiltração, rachaduras, falta de banheiros com chuveiro, dormitório e um refeitório de boa estrutura, os estudantes não aceitam mais passar 12 horas dentro da escola, logo que no inicio deste ano o Governo do Estado tornou o EEPUL como escola "exemplo" e em tempo integral, mesmo sabendo que a escola não tem a menor possibilidade para suportar um ensino integral, pois os estudantes sofre com a má estrutura da escola, não tendo por exemplo banheiro com chuveiro para poder passar as 12 horas dentro da escola, nem um dormitório para descanso logo após o almoço, nem uma quadra poli-esportiva para os alunos praticarem esportes, esta é a realidade dentro do EEPUL, nos últimos dias os estudantes junto com o grêmio e a APES, paralisaram as aulas em forma de protesto e logo após foram liberados pela direção, e depois foi jogado imagens feita por estudantes na imprensa para mostrar ao povo Paraibano qual é a realidade da sua escola.
A APES vem por meio desta nota prestar total solidariedade ao EEPUL e a qual quer outra escola que os estudantes passem pelo mesmo problema, e a APES faz o chamado para essas escolas se juntarem a Jornada de Luta Edson Luiz que tem inicio neste mês de março, que vai ser uma jornada com muita luta e combatividade.
Vimos, através desta, tornar público o nosso apoio ao estudante universitário Enver José Lopes Cabral, que está sendo processado judicialmente por crimes que não cometeu, quando o real propósito das falsas acusações por parte de empresários dos transportes se dá em virtude de seu engajamento nos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público na cidade de João Pessoa.
Os processos judiciais em questão discutem a suposta autoria de Enver Lopes nos crime de lesão corporal e manejo de explosivo e tramitam na Justiça Criminal em João Pessoa e serão julgados nos próximos dias 26 e 27 de março de 2012.
Enver Lopes é uma respeitada liderança estudantil, e, pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal da Paraíba, que, foi escolhido para representar esse segmento em comissão cujo papel era discutir questões ligadas ao transporte público entre diversos segmentos da sociedade civil e do Poder Público.
O estudante esteve sempre à frente dos protestos contra o aumento das passagens em João Pessoa. As mobilizações que ocorrem em boa parte do nosso país sempre que se aumenta a tarifa de ônibus é uma verdadeira demonstração coletiva de que a sociedade está atenta às reais condições de efetivação da liberdade de ir e vir, direito básico de nossas democracias. A população já não suporta viver tolhida de seus direitos em nome da lógica de mercado, e por isso protesta e protestará, fazendo uso de suas prerrogativas em um Estado Democrático de Direito. No entanto, os segmentos que, com razão, protestam, são muitas vezes vistos como “baderneiros” e tidos como praticantes de ilegalidades, quando outra coisa não fazem que reivindicar os seus direitos. A esse processo chamamos criminalização das lutas dos movimentos sociais. É inaceitável que tratem os cidadãos que lutam por direitos como baderneiros ou criminosos.
Apoiamos Enver Lopes porque estamos certos de que ele não cometeu os crimes dos quais está sendo acusado, mas está sendo perseguido por sua atuação junto ao movimento contra o aumento da tarifa dos transportes públicos em João Pessoa.
ASSINAM A NOTA:
DCE UEPB; DCE UFCG; UNE 1ª VICE PRESIDÊNCIA; UNE VICE PB/RN; APES-PB; APES-JP; UBES- VICE PB; UJR
União da Juventude Rebelião entrevista Julia, militante da UJR e presidente do Grêmio do Estadual Central, detida dentra da escola pela PM de Minas ao convocar os estudantes para a manifestação pelo meio-passe em Belo Horizonte.