quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os escândalos da Copa e do Ministério dos Esportes

Obras do Itaquerão: R$ 1 bilhão 

Não é de hoje que tem se levantado questionamentos sobre a condução da Copa do Mundo no Brasil. Construção de verdadeiros elefantes brancos como o estádio em Cuiabá, que não tem sequer uma equipe jogando a terceira divisão do futebol brasileiro, escolhas políticas para as cidades-sede, como na definição de Manaus ao invés de Belém, que possui maior tradição no futebol e estádio melhor preparado, sem falar nas obras bilionárias.
Estima-se que apenas com as obras de construção de estádios, mais de R$ 30 bilhões serão gastos, essencialmente com recursos públicos, e determinadas equipes os receberão como prêmio, numa bonificação por seus “serviços prestados a CBF”, como é o caso do Corinthians Paulista, e seu presidente Andrés Sanchez, aprendiz de Ricardo Teixeira.
Nunca é demais lembrar que as últimas Copas tiveram 8 sedes, e no Brasil serão 12, aumentando significativamente os custos para esse evento que terão seus ingressos ao custo mínimo de R$ 240,00, ficando claro que mesmo sendo no Brasil é um evento destinado ao público estrangeiro, principalmente europeu.
É no meio dessa Copa que as denúncias contra o ministro Orlando Silva ganham força na mídia conservadora do país. Alguém achava que as grandes empreiteiras e a FIFA tinham interesse em manter Orlando a frente das negociações da Copa? Ele e o PCdoB achavam. Aí reside o grande problema.
Ao aceitar e se submeter aos interesses da FIFA e da CBF, o ministro perdeu qualquer força de questionamento ou apoio frente à Copa. Orlando corroborou com as escolhas das sedes, a eliminação do estádio do Morumbi pela posição do clube na disputa do clube dos 13, com a proibição da meia-entrada para os estudantes (mesmo tendo sido presidente da UNE), e silencia com os privilégios dados a própria mídia, como vimos com a Globo e a prefeitura do Rio de Janeiro no sorteio das eliminatórias.
 
Ministro Orlando Silva (PCdoB)
Mesmo com a greve dos trabalhadores das obras da Copa, Orlando preferiu apelar ao “patriotismo” para por fim as reivindicações, do que enxergar os baixos salários e as precárias condições de trabalho que as empreiteiras impõem aos trabalhadores. E ainda há a Lei da Copa, criada para esconder os gastos públicos com o evento, tudo para garantir bilhões de lucro para a FIFA, da CBF e seus esquemas de corrupção.
Essa posição política é a mesma que conduziu o Pan de 2007, e quatro anos depois, o velódromo está abandonado, o complexo aquático Maria Lenk praticamente inutilizado e foram gastos mais de R$ 3,5 bilhões nas obras. Fica a pergunta, qual o “legado” deixado para a cidade do Rio de Janeiro?
Na mesma linha se constituiu o programa segundo tempo, que acumula vários projetos que ficaram a quem do previsto, em especial nas parcerias com as ONG´s como é o caso de João Dias. Segundo o próprio Ministério sua ONG não prestou contas de R$ 3 milhões dos R$ 4 milhões liberados. Coincidentemente, nesse mesmo período ele foi candidato a Deputado Distrital pelo PCdoB.
A política esportiva no Brasil está, definitivamente, invertida, e ao invés do financiar os grandes eventos midiáticos e alimentar esquemas de corrupção, o governo deveria financiar o esporte amador e tratar a prática esportiva como elemento de inclusão e interação social. Prova disso é que os estudantes dos institutos federais tiveram os JIF´s (Jogos dos Institutos Federais) cancelados por falta de recursos.

Quanto a Orlando e as denúncias, é preciso garantir espaço para sua defesa, mas sem dúvidas, sobre a condução das ações do Ministério, da Copa e das Olimpíadas não resta dúvida que está indo no caminho errado, e ele é um dos grandes culpados.

PS: Fica ainda mais feio utilizar o nome de comunista para defender esse tipo de política. Ontem foi denunciada a compra à vista por parte do ilustre Ministro de um terreno de R$ 300 mil. Com certeza não foi no Manifesto Comunista de Marx e Engels que ele buscou inspiração para esse feito. 

sábado, 1 de outubro de 2011

APES-PB,APES-JP e UBES Promove Debate no Sesquicentenário

A APES-PB ( Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas) , a APES-JP ( Associação Pessoense dos Estudantes Secundaristas ) e o Diretor de Escolas Técnicas da UBES Carlos Henrrique promoveram um debate  no colégio Sesquicentenário na ultima quinta-feira 29 de setembro, promovendo um debate discutindo o PNE, os 30 anos de reconstrução da UBES e o 39º Congresso da UBES, com cerca de 200 estudantes participando do debate foi dado o início contando com a presença de Camila Freitas representando o Grêmio Estudantil Sesquicentenário

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Retomar a UBES para a luta dos Estudantes


Nos dias 24 a 27 de Novembro ocorrerá o 39º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), onde definirá o rumo que a entidade terá nos próximos anos e elegerá a nova diretoria.
    O Congresso da UBES deste ano acontece em um momento decisivo para a história da entidade. Após 30 anos de sua reconstrução, a entidade passa por um dos piores momentos em sua representatividade junto aos estudantes.
    Mesmo com a luta desenvolvida por várias entidades municipais e estaduais, e a postura firme de diretores de oposição que se mantém ao lado dos estudantes, a diretoria da UBES segue o caminho conciliação e acordos. Até mesmos governos declaradamente inimigos do povo recebem elogios e defesa por parte da UBES, como é o caso de Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Micarla (PV-RJ) e até Kassab (PSD, ex-DEM-SP).

Será que esse é o caminho que queremos para nossa entidade nacional?

    No momento de crise em que vivemos, é mais que necessário que a UBES tenha uma postura de independência e luta para o movimento estudantil.
    Cortes de verba nas áreas sociais, desmatamento de nossas florestas, privatização de nossos recursos naturais e ainda a criminosa entrega de milhões para a iniciativa privada e até mesmo para eventos distantes da população, voltados para os ricos e turistas, como é a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
 CHEGOU A HORA DA VIRADA!

    Por tudo isso é que tem crescido a cada dia a urgência da transformação da UBES em uma entidade combativa e ao lado dos estudantes.
    As mobilizações em todo o país contra o aumento das passagens em apoio a greve dos professores e contra as medidas dos governos têm ocorrido cada vez mais sem a presença da diretoria majoritária da UBES.
    No 39º Congresso da UBES é hora de colocar a juventude rebelde e combativa desse país a frente da entidade nacional dos secundaristas, pois com luta e muita ousadia vamos honrar a nossa história de defesa de uma educação pública de qualidade e um país verdadeiramente democrático, pondo fim a exploração do povo e construindo o socialismo. Participe Você Também!

Logo da Campanha da Tese Rebele-se ao 39º Congresso da UBES



Saiba mais da campanha do 39º Congresso da UBES de 2011
no site: www.rebelesenaubes.blogspot.com

Vídeo de lançamento da campanha REBELE-SE na UBES

Campanha da Chapa REBELE-SE na UBES ! CHEGOU A HORA DA VIRADA!

domingo, 18 de setembro de 2011

UJR lança Gladson Reis candidato à presidente da UBES!!


A Coordenação Nacional da UJR lança o estudante Gladson Reis, diretor de Relações Internacionais da União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES, atual presidente da Associação Metropolitana de Estudantes Secundarista da Grande BH - AMES BH, ex-presidente do Grêmio do Colégio Governador Milton Campos, o Estadual Central e militante da União da Juventude Rebelião - UJR. 
     Gladson Reis iniciou sua militância no movimento estudantil em 2005 foi 2 vezes presidente do grêmio do Estadual Central e em 2009, fruto da sua liderança no movimento estudantil da capital mineira, foi eleito presidente da AMES BH e se tornou a principal referência das lutas que conquistaram em 2010 o meio passe naquela que era a unica capital onde os estudantes não tinham esse direito.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

FENET participa do 1° Encontro de Mulheres e do 13°CONEG, ambos realizados pela UBES


No dia 31 de agosto, na cidade de Brasília aconteceu o 1° Encontro de Mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas -UBES- e a FENET marcou presença com muita combatividade, levantando a bandeira em defesa das mulheres, contra o machismo, contra a violência e mostrando que a liberdade da mulher só vai acontecer quando existir a liberdade política das trabalhadoras.
Em um dado momento dos debates e discussões criou-se uma ideia muito forte sobre o feminismo. A FENET entende que a luta das mulheres é uma luta de opressão e submissão, mesma luta travada todos os dias entre os operários e o patronato; entende também que o sistema capitalista trata a mulher como algo atrativo para os negócios e propagandas colocando-as muitas vezes sem roupa e transformando o símbolo de luta que são as mulheres em simples objetos sexuais.

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