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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

R$3,55 É ROUBO! Contra o aumento da tarifa em João Pessoa!

ESTUDANTES DE JOÃO PESSOA CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

PARTICIPEM DO APITAÇO HOJE, ÀS 16H, NAS PARADAS DE ÔNIBUS DO PARQUE DA LAGOA!

A APES convida todos os estudantes de João Pessoa - PB à irem às ruas para lutar contra mais uma injustiça planejada pelos empresários do transporte público e pela prefeitura de João Pessoa.

O Conselho Tarifário decidiu pela terceira vez, no período de um ano, aumentar a tarifa dos ônibus coletivos de João Pessoa. Esta decisão foi tomada numa reunião feita na calada da noite, sem discussão com as entidades estudantis e, sobretudo, sem dar satisfação alguma à população de João Pessoa. 


A nova tarifa, R$3,55, é 18,3% mais cara que a tarifa de um ano atrás, mostrando que o atual governo de João Pessoa é um dos que mais aumentaram o preço das passagens. Andar de ônibus está mais caro por causa de um prefeito que quer apenas receber o apoio dos empresários do transporte público nas eleições, enquanto estes lucram mais ainda às custas dos estudantes, das donas de casa e de todos(as) os(as) trabalhadores(as) de nossa cidade.

Vale ressaltar que este aumento vai acarretar em uma diminuição do poder de compra da população, pois, no final do mês, a conta das nossas famílias vai ser ainda mais difícil de ser fechada, levando em consideração que o salário mínimo dos trabalhadores não aumentou nem 2% em 2018.

Deste modo, todos os estudantes devem se mobilizar para barrar mais este assalto ao nosso bolso. A APES se soma a mobilização que acontecerá HOJE, às 16h, nas paradas de ônibus da Lagoa.

#3e55éUmRoubo!
#EstudantesnaLuta





terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Por um 2018 de lutas e conquistas para os secundaristas paraibanos

No ano de 2017, a APES movimentou o cenário do movimento estudantil paraibano, encerrando o ano com um exitoso congresso. Em 2018 faremos muito mais lutas! Neste ano que acabou, nós ajudamos a reorganizar o Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano, que estava desativado há meses; combatemos o machismo, participando de manifestações pelos direitos das mulheres; lutamos nas ruas contra a entrega dos serviços das escolas da rede estadual de ensino para as terceirizadas Organizações Sociais, combatendo a privatização da educação, inclusive, através de uma exitosa ocupação da Secretaria de Educação do Estado; fizemos lutas contra a implantação do ensino integral nas escolas que não possuem estrutura adequadas para suportar tal modalidade de ensino; organizamos uma aula de defesa-pessoal para meninas estudantes do ensino médio; levamos uma bancada de estudantes paraibanos para o 42º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, que aconteceu em Goiânia-GO; e, ao final do ano, realizamos o nosso 8º Congresso, elegendo Vitória Ohara, líder do Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano, para presidir a nossa entidade pelos próximos dois anos.
Viva a luta dos estudantes secundaristas paraibanos por uma educação pública de qualidade! Por um 2018 de grandes lutas e conquistas para todos os estudantes da Paraíba!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ensino Integral só se for com boa estrutura e condições de estudo!

Como se já não bastasse a decisão autoritária do Governo do Estado da Paraíba de repassar para a "Ecos" e para a "Insaúde" a gestão dos serviços de apoio das escolas estaduais paraibanas, enviando para estas Organizações Sociais(OSs) grandes montantes de dinheiro para que elas utilizem da forma que quiserem, desprezando a gestão democrática do orçamento público da educação e garantindo para os dirigentes destas OSs altos salários, agora o governo decide transformar 16% das escolas estaduais em escolas integrais, passando por cima da opinião da maioria dos estudantes e prejudicando a categoria dos professores. A partir de 2018, 100 escolas estaduais paraibanas se tornarão "Escolas Cidadãs Integrais".

Na Paraíba, até mesmo as principais escolas, como o Liceu Paraibano, passam por dificuldades estruturais. Banheiros sem estrutura para banhos, salas de aula sem climatização, pouca variedade da merenda, professores mal-remunerados: este é o cenário da educação pública na Paraíba. No entanto, o governo desconsidera isso, finge que está tudo bem e quer fazer mágica impondo o ensino integral em quase 70 escolas estaduais a mais. Não temos estrutura para o ensino integral!

O pior é a evasão que esta decisão pode produzir. Uma escola que possui 20 salas de aula e 40 turmas(somando os turnos da manhã e da tarde), terá que reduzir a quantidade de turmas para apenas 20. Deste modo, ou as turmas que possuem, por exemplo, 40 alunos, terão que se transformar em turmas com 80 alunos, ou essas turmas continuarão com o mesmo número de alunos, fazendo com que as escolas reduzam em 50% o número de estudantes matriculados. Uma escola com 800 estudantes matriculados atualmente só terá condições de receber 400 estudantes quando começar a valer o ensino integral em 2018.

A evasão também se dará entre os professores. Caso um professor trabalhe numa escola da rede estadual e numa outra da rede municipal, ele terá que cortar o vinculo com uma das escolas, se dedicando somente a uma delas, recebendo um salário menor do que recebia antes e tendo uma carga horária maior de aulas. Deste modo, os professores das escolas que se tornarão integrais não possuem a garantia de que vão continuar nas suas instituições de ensino, passando inclusive pela possibilidade de terem se submeter a processos seletivos.

Neste sentido, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas, entidade que organiza a defesa dos direitos estudantis paraibanos, se coloca de forma contrária a esta decisão do governador Ricardo Coutinho e do secretário estadual de educação, Aléssio Trindade, pois nós acreditamos que as escolas estaduais paraibanas não possuem estrutura para receber o ensino integral e porque há um risco iminente de cessar a oferta de cursos técnicos em várias escolas que atualmente ofertam formação técnica aos seus alunos.

O governador precisa entender que não é com medida provisória que se resolve os problemas da educação. Os problemas da educação e suas soluções devem ser debatidas com os estudantes e com os professores.

Somos contra o ensino integral da forma como está sendo colocado! APES na luta!








terça-feira, 24 de outubro de 2017

APES debate educação com a plataforma VAMOS



A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindoNo ultimo dia 11 de outubro, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES) participou de um debate com a plataforma VAMOS, ocorrido no Auditório do IFPB - Campus de João Pessoa. Na mesa, estavam Mika Gabrielli (mediadora da FPSM), prof. Roberto Rondon (UFPB) e Maria Denise (APES). VAMOS é um ciclo de debates coordenado pela Frente Povo Sem Medo para discutir um projeto para o Brasil. A ideia é realizar uma discussão ampla, nas redes e nas praças de todo o país, que contemple a diversidade de representações e de posicionamentos políticos.



A imagem pode conter: 1 pessoa
Durante o debate, a presidenta da APES, Maria Denise, defendeu que: "A construção de um programa para a educação pública, gratuita e de qualidade passa por um debate profundo com os estudantes, professores e especialistas comprometidos com educação de todo o país. O interesse dos políticos e dos ricos é manter a juventude cega, sem consciência de seus direitos, mas nós sabemos que somente investindo em assistência estudantil e garantindo a democracia garantiremos a educação de nossos sonhos."



O debate contou com a participação de vários estudantes do IFPB e de outras escolas, além de professores universitários e de escolas estaduais, que formularam juntos propostas para a educação que o povo quer. VAMOS mudar a educação!

sábado, 16 de setembro de 2017

Vem com a APES para o Congresso da UBES!

Foi dada a largada para o 42° Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Este ano, o encontro acontecerá entre 30 de novembro e 3 de dezembro na cidade de Goiânia, em Goiás, e a expectativa é que a cidade receba milhares de estudantes de todo o país que debaterão os rumos da educação pública brasileira e o futuro do movimento estudantil. Entre os estados que participarão do Congresso da UBES, está a Paraíba, que graças ao esforço da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES), uma bancada de estudantes paraibanos está sendo organizada para ir ao Congresso.

A UBES é uma entidade histórica que sempre lutou em defesa da educação e dos direitos dos estudantes, sendo uma peça fundamental nas inúmeras lutas do povo brasileiro, como a luta contra a ditadura militar fascista e a campanha que pedia "Diretas, Já", na década de 80. 

No entanto, hoje a entidade tomou outro rumos, que contrariam a verdadeira luta dos estudantes. Em vez de restrição do direito à meia entrada, os estudantes querem os seus direitos por inteiro. O acesso à cultura é um direito da juventude brasileira e a UBES não poderia ter negociado com o governo federal algo que os estudantes conquistaram com muita luta. Além disso, é evidente a ausência da UBES como entidade chave nas lutas contra o golpismo de Michel Temer e contra os ataques que o governo tem promovido à vida da juventude e do povo, demonstrando a sua ausência do cotidiano da maioria das escolas.

A Paraíba não pode ficar de fora desta luta por uma UBES combativa, consequente e de luta. Deste modo, a APES está organizando uma bancada de estudantes paraibanos que irão ao congresso com muita consciência e vontade de mudar o movimento estudantil brasileiro, lutar por melhorias na educação e por uma sociedade melhor.

Assim, fazemos o chamado para que os estudantes da Paraíba participem do 42° Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Para que a sua escola seja representada no Congresso da UBES, basta entrar em contato com a APES que nós lhe daremos todas as orientações e tiraremos todas as dúvidas sobre o processo de definição de representantes e eleição de delegados. Vem com a APES para o Congresso da UBES! Rebele-se em defesa da educação!
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A APES foi às ruas por mais qualidade na educação e contra os retrocessos!

Neste dia 17 de agosto, a APES realizou um grande ato contra a terceirização da educação da Paraíba(implantação de Organizações Sociais na rede estadual de ensino), contra o sucateamento das escolas, a falta de assistência estudantil na rede federal de ensino técnico e em defesa do passe-livre estudantil. O protesto fez parte do Agosto Rebelde, mobilização que acontece nas principais cidades do país no mês de agosto em defesa da educação pública de qualidade.

A mobilização teve inicio em frente ao Liceu Paraibano e contou com a participação de cerca de 350 estudantes de diversas escolas de João Pessoa e da região metropolitana, entre elas o próprio Liceu, o Olivina Olivia, o IEP(Instituto de Educação da Paraíba), os campus de João Pessoa e de Cabedelo do IFPB, a Escola João Goulart(Jango), a Escola Prefeito Oswaldo Pessoa(EPOP) e a Escola Cidadã Integral Técnica de João Pessoa(ECIT-JP).

O ato ocorreu de forma exitosa mesmo após a APES ter sofrido duas tentativas de boicote das direções do Liceu Paraibano e do Olivina Olivia. No Liceu, a direção trancou os portões dos corredores para que os estudantes não saissem da escola, mantendo-os presos por vários minutos até que, após muita pressão, a escola foi forçada a liberar os estudantes para o ato. No Olivina, os estudantes relataram que a direção ameaçou de suspensão os estudantes que participassem da mobilização. Vale ressaltar que, inicialmente, este protesto seria no Dia do Estudante, que é no 11 de agosto, mas a direção do Liceu, que é favorável à terceirização da educação, suspendeu as aulas na tentativa de impedir que o ato acontecesse.

Após fazer uma parada em frente ao prédio do Governo do Estado, o ato se dirigiu à Assembléia Legislativa da Paraíba, onde as galerias foram completamente ocupadas e após alguns minutos a sessão foi transformada em audiência pública, requerida pelo Deputado Anísio Maia. Na audiência, os estudantes puderam falar e expressar sua indignação contra a situação atual da educação.

Vitória Ohara, presidenta do Grêmio do Liceu, disse que "mesmo após as tentativas de impedir que o nosso ato acontecesse, conseguimos reunir centenas de estudantes e deixar o nosso recado: não vamos permitir que as nossas escolas continuem sucateadas e que sejam terceirizadas. Nós vamos fazer muita luta!".

Para a presidenta da APES, Denise Cruz, "Embora a educação esteja nas mãos de governos que só ajudam a piora-la, não vamos abandonar as nossas lutas e continuaremos nos fortalecendo. A proposta de privatizar a educação não será admitida e por isso continuaremos organizando manifestações para expor os governos, defender uma educação de qualidade, o passe-livre e assistência estudantil para os estudantes que mais precisam."

Já Mariana Ferreira, primeira vice-presidenta da UBES, disse que "O mês de agosto está sendo um momento em que no país inteiro acontecem inúmeras lutas em defesa da educação, e na Paraíba não está sendo diferente. Por isso, a APES está de parabéns e o movimento estudantil está certo ao continuar resistindo contra a privatização, contra o sucateamento e por uma educação melhor".

Não à terceirização da educação! Fora OSs! Contra o sucateamento de nossas escolas! Por assistência estudantil! Passe-Livre já para os estudantes! APES na luta!

Por: Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas - APES











terça-feira, 25 de julho de 2017

NOTA DE REPÚDIO ÀS AGRESSÕES DE AGENTES DO ESTADO DA PARAÍBA CONTRA O MOVIMENTO ESTUDANTIL

A Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) vem a público denunciar as agressões promovidas por agentes do Governo do Estado da Paraíba no ato pelas “Diretas Já!” neste último dia 21 de julho, no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa.
Durante do ato, realizado com grande êxito por uma ampla frente política, a APES promoveu intervenções em repúdio ao processo de terceirização, via Organizações Sociais (OSs), que o Governo da Paraíba tenta impor às escolas do Estado. O momento de fala dos oradores no palco foi respeitado em todos os momentos, e assim também seria na fala do governador Ricardo Coutinho, último inscrito na ocasião.
Porém, incomodados com as críticas, os funcionários comissionados do Governo Saulo Lima (Secretaria de Educação) e Alexandre Macedo (Jornal A União) pisaram sobre a faixa confeccionada pela APES com os dizeres “Não à privatização da Educação! Fora OSs!”, tentando ainda rasgá-la. Apesar das tentativas de explicar que o protesto só se daria após a intervenção do governador, os mesmos partiram para a agressão, empurrando os estudantes que empunhavam a faixa.
Neste momento, a estudante da rede federal de ensino Lívia Miranda levou um soco no estômago; o estudante da rede estadual Vinícius Almeida foi empurrado bruscamente e xingado com expressões homofóbicas; e o também estudante da rede estadual Jonas Carvalho (secretário-geral da APES) foi atacado na cabeça e nas costas com o mastro de uma bandeira.
Responsabilizamos estes dois senhores por toda a confusão criada e cobramos uma postura punitiva a estes dois funcionários do Governo do Estado, que, de forma tão truculenta e desesperada tentaram impedir que o governador escutasse a posição contrária à sua política de terceirização na Educação Estadual.
O governador, aliás, teve que ouvir durante sua fala de cerca de 10 minutos as palavras de ordem dos estudantes revoltados contra sua ação privatista e contra a violência de seus funcionários comissionados ao movimento estudantil.
Vale ressaltar que a APES tentava, há três meses, sem sucesso, uma audiência com o secretário estadual de Educação Aléssio Trindade para debater inúmeros problemas enfrentados pelas escolas estaduais da Capital. Para garantir uma conversa com o secretário, agendada para a próxima terça-feira, dia 25/07, a entidade teve que organizar uma ocupação no prédio da Secretaria, no Centro Administrativo do Estado, durante quase seis horas, no dia 18 deste mês, ocasião em que ocorria a entrega formal das propostas das Organizações Sociais para gerir os mais diversos setores das escolas públicas da Paraíba, um negócio altamente lucrativo.
Não calarão a voz da APES! Não impedirão nossa luta em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade! Educação não é mercadoria!
João Pessoa-PB, 22 de julho de 2017
Diretoria da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES)


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nota da APES: Ocupar e resistir contra as OS's! Porque educação não é mercadoria!


Nós da APES - Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas, entidade de representação dos estudantes do ensino fundamental, médio e técnico da Paraíba, nos posicionamos de forma contrária à implantação da gestão escolar através de Organizações Sociais(OS's) e, neste dia 18 de julho, ocupamos os corredores da Secretaria de Estado da Educação da Paraíba. A ocupação durou até as 19h do mesmo dia, quando o gabinete do Secretário de Estado da Educação agendou uma reunião da APES com o titular da secretaria, o Sr. Aléssio Trindade de Barros, que, no momento da ocupação, estava em Brasilia. 

As razões de nossa ocupação são objetivas! Acontece que no último dia 30 de junho, o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria da Educação, chefiada por Aléssio Trindade, publicou no Diário Oficial uma Seleção pública para escolher uma Organização Social (OS) que vai atuar na área da educação, gerindo e administrando os serviços de apoio das escolas estaduais. Na nossa opinião, essa medida não passa de uma ação neoliberal que, de forma objetiva, vai privatizar a oferta da educação.

Na verdade, esse não é uma caso isolado! A educação da Paraíba vem, frequentemente, sofrendo grandes ataques. Como exemplo, há o caso da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que está numa situação precária de sucateamento, o que faz a universidade chegar a um ponto em que há um risco eminente de fechar. Sem falar que o Tribunal de Justiça da Paraíba, em 2016, suspendeu e pôs fim às eleições para as direções escolares e mais uma vez, o Governo do Estado da Paraíba se calou.

Após essa decisão tomada sem diálogo e às pressas pelo governo, o Estado passa a terceirizar as suas atribuições e responsabilidades com a educação básica para uma Organização Social. Para a APES, o edital aberto pelo governo estadual tem a intenção de transformar a educação paraibana em mercadoria, já que organizações passam a ganhar para administrar um direito social. O recurso a ser repassado pelo estado às OS's está na casa dos 10 milhões de reais mensais, o que representa uma imensa fatia de mais de 120 milhões anuais do orçamento do Estado.


Consideramos que a ideia de manutenção do contrato através dos méritos das OS's é uma irresponsabilidade! Pelo edital, a OS selecionada terá que cumprir metas e será avaliada a cada bimestre, semestre e ano. Se não atingir determinada pontuação na avaliação do Governo, o contrato será desfeito. Por isso, as OS's influenciarão de forma tendenciosa no processo pedagógico, intervindo no dia-a-dia escolar para manter, a todo custo, o contrato com o estado. Isso acarretará um enorme retrocesso no processo educativo e ferirá de morte a autonomia didático-pedagógica das escolas. E isso, claro, preocupa o movimento estudantil paraibano.


Assim, por todos esses aspectos e pelo retrocesso que representa, consideramos que o edital das Organizações Sociais é uma afronta a toda história de luta dos estudantes e demais setores ligados à educação, que ajudaram a construir a duras penas o sistema educacional que temos, mas que ainda não é o que queremos. Esse edital é um grave ataque os direitos sociais!


Terceirizar a educação, como está querendo e já começou a fazer o governo da Paraíba, aponta para a falta de compromisso do Governador Ricardo Coutinho(PSB) com a educação pública, com um modelo de gestão que combata as desigualdades sociais. O modelo de educação privatizado por meio de OS's é um modelo de gestão que privilegia o lucro e esquece as pessoas e seus direitos.


Por estas razões, nós da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas, a APES, somos contrários à celebração de contrato por parte do estado paraibano com Organizações Sociais(OS's), criticamos o Governo da Paraíba por impor uma lógica neoliberal/privatista à educação e não mediremos esforços para enterrar de uma vez por todas esta proposta e assegurar para os estudantes da Paraíba a oferta de uma educação pública, gratuita e de qualidade!

A ocupação que fizemos neste dia 18 de julho foi apenas o inicio de nossa luta, pois voltaremos à ocupar e lutaremos até o fim pela suspensão imediata da implantação das OS's nas escolas, levando em consideração que não houve dialogo algum com os estudantes. Na contramão do dialogo e da construção coletiva, de uma hora para outra o governo nos empurrou essa decisão. Antes que o governo tome medidas radicais e profundas na educação, o estado deve ouvir recomendações e opiniões de entidades estudantis, sindicatos, fóruns e conferencias coletivas do setor educativo, enfim, de toda a sociedade civil organizada ou não. Por isso continuaremos na luta para barrar a gestão do ensino via OS's!

A educação paraibana não é mercadoria e não será vendida. A APES e os estudantes paraibanos RESISTIRÃO contra as OSs!









quarta-feira, 21 de junho de 2017

Câmara Municipal de João Pessoa quer aprovar Escola Sem Partido ainda este ano



Faz tempo que a vereadora Eliza Virginia, do PSDB de João Pessoa, capital da Paraíba, tem colocado na ordem do dia da Câmara Municipal uma pauta conservadora, que fere a diversidade, a democracia e a liberdade de opinião. Até mesmo a cultura das ruas ela quer censurar, como mostra o projeto apresentado por ela no inicio deste ano para criminalizar e até punir os artistas grafiteiros.

Como se não bastasse, agora ela quer trazer o filho do fascista Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), para a Câmara Municipal de João Pessoa. O intuito é discutir o projeto de lei que vai impor uma mordaça nas escolas, impedindo os professores e alunos de discutirem questões sociais e de consequentemente, despertar o censo crítico na juventude. Ela marcou uma audiência pública para o próximo dia 08 de agosto, que vai contar também com a presença de várias figuras nacionais que defendem este projeto de lei absurdo. O objetivo da vereadora do PSDB com a vinda do filho de Bolsonaro é criar condições para colocar em votação o projeto Escola Sem Partido ainda este ano em João Pessoa.

Na realidade, os defensores do projeto Escola Sem Partido afirmam que os professores, atualmente, são “doutrinadores” e formadores de “sindicalistas e petistas” Para eles, “o aluno pode estar sendo vítima de doutrinação política ideológica quando seu professor se desvia da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional”. Defendem que os professores devem instruir mecanicamente e só podem falar da matéria de forma isolada, sem tratar da realidade do aluno e do que está acontecendo no mundo, sem discutir o que acontece no noticiário ou na comunidade em torno da escola.

No ano passado, foi formada na Paraíba a Frente Paraibana Escola Sem Mordaça, com o intuito de combater este projeto. E é tarefa de cada estudante, de cada professor e demais pessoas ligadas à educação, articular a luta contra este projeto de lei que vai afetar profundamente a população da cidade de João Pessoa e a sociedade brasileira. Temos que ser contra esta vereadora fascista, a vinda do filho de Bolsonaro e este projeto que quer censurar o debate democrático nas escolas. E a APES vai construir a luta em defesa da democracia escolar e contra todas as tentativas de censurar os estudantes!

"Estudante na escola tem o direito de pensar, Escola Sem Partido é ditadura militar!"

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Nova gestão do Grêmio do Liceu Paraibano toma posse


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Assembleia Geral dos Estudantes
Neste dia 12 de junho, dia dos namorados, uma nova gestão foi empossada para o Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano (GELP), após uma eleição que ocorreu no ultimo dia 30 de maio.

O Grêmio do Liceu estava há quase um ano sem gestão, com a sala fechada, deixando os estudantes sem sua legítima representação. À partir da iniciativa de um grupo de estudantes, com a ajuda da APES, foi feita uma assembléia para aprovar um novo estatuto e marcar uma eleição.

Duas chapas inscreveram-se durante o processo eleitoral. A Chapa 1, com o nome "Aprender é Transformar", tinha como candidata à presidência a estudante Maitê Mello. Já a Chapa 2, com o nome "Voz Ativa", tinha como candidata à presidência a estudante Vitoria Ohara.

Do inicio da campanha até o fim da eleição as duas chapas mantiveram o respeito e tudo aconteceu de forma tranquila. A APES acompanhou o processo e ajudou a orientar a comissão eleitoral, com o objetivo de garantir que o processo ocorresse de forma democrática. Ao fim do dia de eleição, após a contagem de votos, a comissão eleitoral anunciou o resultado. A chapa 1 obteve 287 votos e a chapa 2 obteve 737 votos. No total, 1253 estudantes foram às urnas.

Com 72% dos votos válidos, a Chapa 2, intitulada Voz Ativa, foi eleita para o mandato que durará até o dia 30 de maio de 2018.

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Posse da chapa eleita
Na posse estiveram presentes algumas representações, entre elas: Olegário Vieira, diretor do Liceu, Tulhio Serrano, representando a Secretaria de Estado da Educação (SEE-PB), Maria Denise, presidenta da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) e Paulo Xavier, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraiba (SINTEP-PB) e membro da CUT. Todos falaram parabenizando o processo eleitoral e a chapa eleita e ressaltando a importância do Grêmio do Liceu para o movimento estudantil e para a luta em defesa de uma educação pública de qualidade.

Segundo Vitoria Ohara, presidenta eleita do Grêmio, "nós movimentamos a escola como há muito não se via, conscientizando verdadeiramente a juventude de que é preciso se organizar e lutar. Isso fez com que o conjunto dos estudantes tivesse uma grande confiança na chapa Voz Ativa, garantindo esta expressiva votação".

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Parte dos membros da chapa vencedora
O novo Grêmio tem uma diretoria composta por 25 estudantes e conta também com uma rede de estudantes-apoiadores(as). A ideia do Grêmio, agora, é tocar as lutas em defesa dos direitos dos estudantes, contra as máfias de carteirinhas estudantis, por uma escola democrática e que incentive a cultura e o esporte. Nós da APES iremos lutar junto com o Grêmio do Liceu para garantir uma educação pública gratuita e de qualidade na Paraíba e no Brasil.

Em cada escola, um Grêmio! Em cada Grêmio, uma luta!

sexta-feira, 17 de março de 2017

APES participa de debate na ECIT-JP em alusão ao dia da mulher


Nesta ultima terça-feira, 14 de março, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas participou de um debate sobre "A origem da exploração e o machismo na atual conjuntura", juntamente com o Movimento de mulheres Olga Benário, na Escola Cidadã Integral Técnica de Mangabeira (ECIT-JP). O debate foi realizado em parceria com o Grêmio Estudantil da escola.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e área internaNo debate, a Presidenta da APES, Maria Denise, disse "A  gente precisa se organizar! No mundo capitalista e machista em que vivemos, a organização das mulheres é muito importante. Se quisermos respeito, igualdade, salário igual, acabar com a violência, precisamos enfrentar todos os obstáculos e lutarmos para transformar a sociedade.

Já Vitoria Ohara, da União da Juventude Rebelião(UJR), disse que: "O povo brasileiro está diante de um profundo retrocesso: a reforma previdenciária. A mulher, que trabalha mais que o homem, recebendo um salário inferior, terá que lidar com as mesmas condições que o homem para se aposentar. E isso afetará muito a juventude, que terá que começar a trabalhar mais cedo"

A representante do Movimento de Mulheres Olga Benário, Maria Eloiza, falou que, "A realidade é que todas as conquistas que tivemos ao longo dos anos, como delegacias especializadas, casas abrigo, a Lei Maria da Penha, entre outras, só foram alcançadas com muita organização e ousadia. Mas queremos mais, queremos construir uma sociedade nova para nós e para nossas famílias."
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O debate teve participação massiva, chegando a lotar o auditório da escola. As estudantes se inscreveram para falar, opinar e expressar suas opiniões sobre a necessidade de as mulheres lutarem por seus direitos. A APES mais uma vez reafirmou sua dedicação á luta pelo fim das injustiças cometidas contra as mulheres.
Por uma sociedade igualitária em direitos e livre para ambos os gêneros!
Pelo fim do machismo e da exploração contra as mulheres!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nota contra o aumento das passagens em João Pessoa


Iniciamos mais um ano com a notícia de mais um aumento abusivo do preço das passagens do transporte coletivo de João Pessoa, anunciado pelo secretário de Mobilidade Urbana (SEMOB) Carlos Batinga, o qual afirmou que as tarifas do transporte urbano iriam sofrer um novo reajuste. O secretário justificou a necessidade do novo reajuste pela queda no número de usuários, o que teria prejudicado a arrecadação dos empresários. 

Essa afirmação e a forma como tem sido defendido o reajuste por parte de um membro da administração municipal, deixa claro em qual lado está o secretário do Carlos Batinga e a PMJP neste momento, ao optar por um lado do sistema de transportes urbanos, o dos empresários, não levando em conta a população de João Pessoa. Na condição de secretário, pelo cargo que ocupa, o mesmo deveria primar pela defesa e trabalho em prol da população e do interesse coletivo, entretanto, nitidamente ele opta pelo empresariado e seus interesses mercadológicos. 

A informação divulgada por diversos meios de comunicação da cidade e não negado por Carlos Batinga e qualquer outro membro da Prefeitura de que existe um acordo entre a SEMOB e os empresários que culminará em um aumento na tarifa de ônibus anualmente a ocorrer sempre no mês de janeiro, reforça o compromisso com as empresas de ônibus em detrimento da população. Vale ressaltar que, ainda que pese a autenticidade da informação, este o acordo desde 2015, já vem sendo cumprido com aumentos sempre no primeiro bimestre do ano. 

O Prefeito Luciano Cartaxo mandatário de toda essa interlocução em favor do empresariado, finge não ter envolvimento na questão e usa de escudo o secretariado e o “Conselho Tarifário” para esconder que aumentou como nenhum outro prefeito o valor da tarifa de ônibus. Este será o quarto aumento em menos de dois anos, passando inicialmente de R$2,35 (em 2014 o valor era de R$2,20) para os atuais R$3,00, se este novo aumento feito pelo acordo entre a Prefeitura, através da SEMOB e Empresários de Ônibus se tornar realidade, a nova tarifa chegará ao valor de R$3,43. Em quatro anos saímos de R$ 2,20 para R$ 3,00 (SEIS AUMENTOS), bem acima da inflação no mesmo período, o que representa um grande acordão. Esse novo aumento resultaria em mais um golpe contra o povo pessoense em prol dos interesses empresariais do setor de transportes na cidade.
 

Na contramão da velocidade em que cumpre os acordos com o empresariado de ônibus, a promessa de campanha feita ainda em 2012 por Luciano Cartaxo da implementação do BRT em João Pessoa, teve os recursos retirados pelo Governo Federal por conta do não cumprimento dos prazos e projetos por parte do prefeito e sua equipe, mostrando desprezo por uma intervenção fundamental que geraria qualidade, conforto e velocidade para o serviço de transporte público da cidade, prejudicando assim, toda a população.
A juventude e os trabalhadores/as são os mais prejudicados e afetados pelo aumento e pela má qualidade do transporte, impedindo o acesso à vários direitos como cultura, educação, lazer, saúde e direito a cidade. Essa situação fragiliza ainda mais a população, que tem pago a conta de uma grande crise econômica que vem gerando desemprego e dificuldades financeiras em todo o país.


Ao impedir que a população se locomova na cidade, através de uma passagem que comprometerá mais de 15% da renda daqueles/as que ganham até um salário mínimo (maior parte da população) estará sendo retirada a possibilidade para que as pessoas possam lutar pela sua sobrevivência em meio ao caos social existente. Essa realidade acaba forçando as famílias a retirar do já parco orçamento familiar outras necessidades fundamentais para custear o lucro das empresas do transporte público em João Pessoa. 


Entendendo que a capital do estado teve uma grande ampliação de vários setores sociais e populares, surge também a necessidade de uma grande reformulação no Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa, este que efetivamente só existe para deliberar sobre as passagens, fato que o conferiu a alcunha de "Conselho Tarifário". Nessa mudança, em vez de fortalecer a presença de indicações da gestão e a retirada das representações estudantis, como o prefeito Luciano Cartaxo na surdina tenta fazer, é necessário ampliar a participação social, garantindo no mínimo a paridade do Conselho entre Sociedade Civil e Poder Público, gerando assim, uma maior representação social, garantindo, por exemplo, espaços para instituições representativas das pessoas com deficiência e instituições de ensino e representação estudantil (IFPB, UEPB, NASSAU, UBES, UNE, além das já presentes no Conselho). Reforçamos também a necessidade da ampliação da representação da Câmara Municipal de João Pessoa no conselho, hoje restrita à uma única cadeira indicada pela Mesa diretora da Câmara, cuja representação rotineiramente é feita por membros da bancada de situação da prefeitura.


Por isso, nós da sociedade civil organizada, mandatos de vereadores/as, deputados/as, entidades estudantis e movimentos sociais refutamos qualquer possível aumento de passagem no município de João Pessoa. Transporte coletivo público e de qualidade é um direito do povo e por isso lutaremos, em defesa da população, e exigindo que a Prefeitura Municipal de João Pessoa fomente o debate sobre a necessária reformulação do Conselho de Mobilidade Urbana, não representa a sociedade civil e nem é composta por suas devidas representações. 


Essa nota é publica e representa a vontade da sociedade civil.


Assinam:
União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba – AESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas – APES
União da Juventude Socialista de João Pessoa – UJS/JP
União da Juventude Rebelião
Levante Popular da Juventude Paraíba
Juventude Socialista Brasileira João Pessoa – JSB/JP
Juventude da Articulação de Esquerda – JAE
Centro acadêmico de Arquivologia da UEPB Campus V
DCE UFPB
DCE IFPB
Grêmio IFPB
Mandato Vereadora Sandra Marrocos - PSB
Mandato Vereador Tibério Limeira - PSB
Mandato Vereador Marcos Henriques - PT
Mandato da Deputada Estela Bezerra - PSB

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Apes participa de Audiência Pública para debater as eleições de diretor escolar


Na terça-feira, 06 de dezembro, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) participou de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraiba para debater a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que considerou inconstitucional o direito das comunidades escolares elegerem seus gestores. Com essa decisão, passa a ser competência do governo estadual a nomeação de diretores e vice-diretores escolares. O pedido foi do Ministério Publico. 

Entre as falas que agitaram o plenário, estavam a da presidente e do vice da APES, Maria Denise e Jonata Silva, que se colocaram contra a decisão do Tribunal e a favor do direito de escolha dos estudantes sobre qual o melhor modelo de gestão. Defendeu-se que tal decisão contrasta bastante com o projeto "Escola sem Partido", que determina que nenhuma ideologia deve ser debatida no ambiente escolar. Ora, se a academia deve ser apartidária, nenhum governador representante de partido A ou B deveria participar diretamente de suas eleições. João Batista, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, fez uma fala sobre a situação precária estrutural nas salas, pátios e laboratórios estudantis. "Lutamos pela reorganização urbana e moradia digna e nos somamos à luta por educação", disse.


A mesa reuniu vários sindicatos ligados à educação, professores e alunos e foi coordenada por Anisio Maia, único deputado presente na audiência. As propostas foram encaminhadas ao deputado, que no final propôs uma conversa formal das lideranças com o governador do estado. Mas está claro que se a conversa não for capaz de barrar essa decisão do TJPB, haverá muita mobilização e luta. A APES segue decididamente na luta em defesa da democracia nas escolas!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NADA HÁ TEMER SE NÃO O CORRER DA LUTA! POR UMA REFORMULAÇÃO DE MAIS INVESTIMENTOS E QUE SAIA DO CHÃO DA ESCOLA E DE QUEM VIVE A ESCOLA TODO DIA

No início de setembro, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, e o golpista Michel Temer apresentaram a medida provisória 746 para a reformulação do Ensino Médio. No entanto, a medida está longe de resolver os problemas da educação e possui uma série de contradições e aspectos negativos. Um deles é a possibilidade do fim da obrigatoriedade da oferta das matérias de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física. São matérias que proporcionam ao estudante o pensamento crítico e a construção de opiniões, permitem a expressão de sentimentos e a melhoria da condição física através da prática saudável de esportes.
Outro problema está na junção das matérias por área de conhecimento, como acontece no ENEM, sem que haja capacitação dos professores para ministrar essas aulas. Como solução, a MP propõem o “Notório Saber” nas questões ligadas a educação técnica, que na prática significa que de mais nada ira servir a didática ou conhecimentos pedagógicos para lecionar nas salas de aula e sim só o conhecimento técnico sobre a área. Ou seja, não resolve o problema. Além disso propõe aula de formação profissional, sem as condições adequadas para o aprendizado de uma profissão e sem o pensamento crítico sobre o trabalho desempenhado. A ideia é formar, de maneira tecnicista, jovens para ingressar no mercado de trabalho e servir aos interesses das empresas. Mas não para por aí! Agora, os estudantes terão sete horas diárias de aula. Isso implica que ficaremos parte da manhã e da tarde na escola.
Sabemos que grande parte dos jovens do nosso país já são ingressos no mercado de trabalho e tentam conciliar o emprego com a sua formação escolar. Uma solução seria a escola auxiliar os estudantes que precisam trabalhar para ajudar em casa, mas esse problema nem pareceu passar pela cabeça do Mendonça. Sete horas diárias de aula acarreta outros problemas: as escolas de ensino médio já possuem salas de aula cheias. Se a proposta é juntar os turnos, as salas vão ficar lotadas ou a oferta de vagas irá diminuir. Qualquer uma das opções é pior para os estudantes e professores. Num momento em que se busca aprovar a PEC 241, que vai congelar os investimentos em educação durante 20 anos, aprovar uma reforma desse tipo no Ensino Médio que já está defasado é no mínimo inconsequente. Os estudantes não terão garantia de alimentação, de melhoria da estrutura escolar, de assistência estudantil. Os professores não terão garantia de formação continuada, de condições dignas de trabalho e, caso a reforma da CLT seja aprovada, irão se aposentar aos 70 anos.
Ou seja, a escola da PEC 241 é uma escola mais sucateada que a que temos hoje. Enquanto isso, o nosso país continua mandando bilhões de reais por ano para pagar a dívida pública, que é o sistema de transferência de recursos da nação para os bolsos de banqueiros e empresários mais corrupto da nossa história. Afinal, ninguém sabe de onde vem essa dívida e nem para onde vai todo esse dinheiro. Uma reforma do ensino médio que é aprovada juntamente com uma PEC que estabelece o teto para gastos com educação não pode ser de forma alguma, uma reforma que vá melhorar a nossa situação. Por fim, em nenhum momento houve a discussão por parte do governo com os estudantes e os professores sobre o que achamos que deve ser modificado no ensino médio e nas nossas escolas. Na primavera secundarista, mais de 600 escolas foram ocupadas em todo o país e hoje já são mais de 1200 escolas e Institutos Federais ocupados contra a PEC 241 e a Reformulação do Ensino Médio. Afinal, não era essa a proposta dos estudantes para a melhoria do ensino ao fazerem as ocupações do final do ano passado e durante todo esse ano. Essa reformulação foi mais um golpe do governo em cima do povo, que vai ter que se virar pra conseguir um diploma de ensino médio. A melhor reformulação do ensino médio possível é com mais investimento em materiais didáticos, investimentos em assistência estudantil e nos profissionais de educação e radicalizar na gestão democrática em todas as instituições de ensino. Os estudantes querem ser ouvidos e participar das decisões e essa medida do Mendonça só prova que os golpistas querem exatamente o contrário.
Entendemos que uma medida dessas, aprovada sem discussão com a população, não vai resolver nossos problemas. Por isso, diversas entidades estudantis secundaristas de todo o Brasil, que há anos estão na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, se reuniram e convidam os/as estudantes brasileiros/as a se organizarem em suas escolas, fazer debates, palestras e rodas de conversas sobre esse MP que pode retroceder tanto nossa escola. É pra frente que se anda! Lutar contra essa medida autoritária na rua e não dar sossego ao golpista Michel Temer e o corrupto Mendonça Filho é determinante para nossa educação. Abaixo a reformulação do ensino médio, a PEC 241 e a lei da mordaça. Os poderosos só querem sucatear a escola, formar mão de obra barata e alienar nossa juventude. Fora Temer! E leva o Mendonça junto!

Assinam está nota:
União dos Estudantes Secundaristas de Belem - UESB
Associação Municipal dos Estudantes de Teresina - AMES
União dos Estudantes Secundaristas de Timon - UEST
União dos Estudantes Secundaristas da Região Metropolitana de Fortaleza - UESM
União dos Estudantes Secundaristas Potiguares - UESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas - APES PB
União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco - UESPE
Associação Recifense dos Estudantes Secundaristas - ARES
União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru - UESC
Associação dos Estudantes Secundaristas de Petrolina - UESP
União dos Estudantes Secundaristas de Serra Talhada - UESST
União dos Estudantes Secundaristas de Jaboatão - UESJ
União dos Estudantes Secundaristas de Olinda - UESO
União dos Estudantes Secundaristas de Carpina - UESC
União dos Estudantes Secundaristas de Palmares - UESPA
União dos Estudantes Secundaristas de Barreiros - UESB
União dos Estudantes Secundaristas de Goiana - UESG
Associação Litero Social dos Estudantes de Moreno - ALSEM
União Secundarista dos Estudantes de Alagoas - USEA
União dos Estudantes Secundaristas de Juazeiro - UESJ
Associação Metropolitana dos Estudantes de Salvador - AMES Salvador
Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Feira de Santana - AMES FSA
Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte - AMES BH
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Ouro Preto - UMES OP
Diretório dos Estudantes de Montes Claros Livre- DEMC Livre
Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro - AERJ
União dos Estudantes de Duque de Caxias - UEDC
União Meritiense dos Estudantes Secundaristas - UMES SJM
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Armação de Buzios - UMEAB

sábado, 15 de outubro de 2016

Tirem as mãos da nossa educação!

Não à reformulação do Ensino Médio de TEMER-Mendoncinha!

“Ser culto, para ser livre!”. Com essa afirmação o líder revolucionário latino-americano José Marti, deixou clara a necessidade do acesso ao conhecimento para a conquista da liberdade, seja enquanto indivíduo ou para toda a sociedade.
Não à toa o direito ao saber, a dominar as ciências naturais e humanas sempre foi algo negado ao povo brasileiro, que viu projetos e modelos educacionais retrógrados e conservadores durante praticamente todos os séculos desde a famigerada ocupação europeia e o genocídio contra os povos nativos de nosso território.
Inegavelmente, o crescimento do acesso à educação vivido nas últimas décadas foi acompanhado de um progressivo sucateamento das condições de ensino, através da precarização das relações trabalhistas e salariais de professores e técnico-administrativos, falta de condições estruturais nas escolas, bem como um processo de ensino-aprendizagem que não acompanha as mudanças tecnológicas e no acesso a informação que vivemos hoje, resultando numa escola distante de cumprir seu papel social e de formar cidadãos críticos e preparados para integrar-se ao processo produtivo na sociedade.
Nesse sentido, existe uma clara disputa de concepção e de modelo educacional, entre uma escola tradicional, ainda herdeira da época da ditadura militar, tecnicista, pautada na repetição de exercícios e esquemas, sem reflexão, e uma escola crítica e questionadora, que valoriza a interdisciplinaridade, a contextualização, antenada às transformações que o mundo vive, sem perder sua referência na formação do cidadão e de uma busca constante pelo entendimento do papel de cada indivíduo na sociedade.
Basta conhecer um pouco a educação básica para saber que esse primeiro modelo tem larga hegemonia de norte a sul do país, o que implica em estudantes desmotivados, com pouca apropriação de conteúdos e, quando muito, preparados apenas para responder uma prova do ENEM, para que a partir daí, os que ingressarem no ensino superior obtenham uma determinada formação profissional.
Governo golpista propõe grave ataque ao ensino médio
Nos últimos dias, o tema da reformulação do ensino médio tem ganho destaque na mídia, e em toda a pauta educacional brasileira, a partir da edição de uma Medida Provisória que institui a chamada “Política de Fomento a Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral”, alterando as Leis de Diretrizes e Bases da Educação.
Entre as grandes medidas propostas pela MP estão a retirada de disciplinas como Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física da Base Nacional Comum Curricular, e ainda a redução das demais disciplinas, com exceção de Português e Matemática, dos três anos do ensino médio.
Essa alteração curricular ocorreria de forma integrada com a ampliação da carga horária para 7h diárias, sem levar em conta sequer o impacto que essa mudança representará nas escolas que tem, via de regra, ensino médio ofertado durante os turnos de manhã e tarde. Institui ainda a ideia de “créditos” a exemplo das universidades, com o objetivo de “flexibilizar” os conteúdos e permitir aos estudantes optarem pelo que pretendem estudar.
São Paulo - Ato Contra a Reforma no Ensino Médio na Avenida Paulista, região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Quer dizer, uma profunda mudança em toda estrutura da educação básica, que exigiria uma verdadeira revolução na infraestrutura das escolas, a devida valorização de todos os profissionais da educação, e claro, um profundo debate na sociedade para estabelecer quais os parâmetros desse novo currículo, sua relação com a “experiência prática de trabalho no setor produtivo”, de forma a preservar que as escolas tenham autonomia frente as empresas na sua decisão dos currículos, e como, verdadeiramente poderíamos transformar a educação brasileira.
Mas, a verdade é que não é esse o objetivo do governo. A edição de uma MP para tratar dessa reformulação no ensino médio não é por acaso, pois essa proposta não se sustentaria sobre nenhuma discussão séria sobre a educação básica no país. Para o corrupto ministro Mendoncinha, por exemplo, os professores são “privilegiados”, já os deputados e juízes que recebem auxilio paletó, moradia, trabalham apenas alguns dias por semana, não.
Esse modelo pretende ampliar uma educação tecnicista e conservadora nas escolas, impedindo debates interdisciplinares, limitando as possibilidades de discussão e reflexão, e vão na mesma lógica de ampliar a formação de mão-de-obra para as empresas, de forma cada vez mais restrita e com menos domínio sobre o conhecimento e a realidade que nos cerca.
Uma educação pobre, num grande atestado de incompetência por parte dos governos que, diante de uma análise que a escola vai mal, opta por reduzir seus conteúdos para que consiga-se aprender algo. Mas que algo será esse? O de meramente reproduzir tudo que já está ai colocado?
Para nós esse é um momento extremamente importante e grave para toda a juventude brasileira. Estamos diante de um dos maiores, se não o maior ataque já vivido pela educação, onde tentam legitimar uma educação castradora de nossos sonhos, uma educação restrita para os filhos dos pobres, cada vez mais distante do acesso ao conhecimento.
A reformulação do ensino médio de um governo golpista, não poderia ser diferente. Dizemos não a MP e reafirmamos o Fora TEMER e o Xô Mendonça! A juventude quer mais, quer poder ser livre e ter acesso as ciências, as artes, ao esporte e a cultura. Queremos uma educação transformadora para formar pessoas críticas, sujeitos ativos na construção de uma nova sociedade, com valores humanos e não mercadológicos.
Sejamos realistas! Exijamos o impossível!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Chapa Geração Consciente é eleita para o Grêmio Estudantil da escola JRBS

Exibindo IMG_20160829_100444742.jpgA escola João Roberto Borges de Souza, conhecida por carregar o nome de um líder estudantil paraibano assassinado covardemente pela Ditadura Militar, realizou nesta terça-feira(30/08/2016) a eleição para o Grêmio Estudantil. 

A chapa Geração Consciente, única chapa inscrita para o pleito, expressou a unidade dos estudantes em torno da luta por uma escola melhor e pelo cumprimento dos anseios dos estudantes. 
A eleição começou ás 8h da manhã e encerrou-se por volta das 20h da noite, tendo a chapa Geração Consciente obtido 89,5% dos votos, ou seja, 210 estudantes votaram na chapa. 

Exibindo IMG-20160901-WA0020.jpgPara Jônata Silva, reeleito presidente do Grêmio, 'Temos uma expectativa grande! Mais do que nunca, temos a chance de mudar a rotina dos estudantes, seja através da luta por melhorias estruturais, ou pelas atividades culturais e esportivas que nos propomos a realizar. Precisamos seguir o exemplo de João Roberto Borges, que não desistiu de seus ideais. Nossos ideais são de transformação, e com a construção coletiva, iremos alcança-los"
Exibindo IMG_20160830_103220480_HDR.jpg
Para Gabriella Lima, estudante do 1º Ano(Manhã), eleita Vice-Presidente do Grêmio, "Participar do Grêmio está sendo uma experiencia proveitosa para mim. Iremos dar o nosso melhor em favor da escola e do bem estar dos estudantes".

Exibindo IMG_20160830_100050459.jpgJá Waslly Santos, eleito Tesoureiro, disse que "Está sendo ótimo participar do Grêmio Estudantil, criar propostas e lutar pela realização delas. Acho que cada proposta alcançada será um grande avanço para todos os estudantes da escola. Estou muito disposto à continuar dando o meu melhor pela escola de nossos sonhos"

Exibindo _20160829_155729.JPGEduarda Oliveira, conhecida como 'Duda", diretora de Diversidade Racial, foi direta ao afirmar 'Seria ótimo se todas as escolas tivessem um Grêmio Estudantil, pois o Grêmio é a voz dos estudantes. Se depender de mim, continuarei participando do Grêmio até o momento em que eu terminar o Ensino Médio e ter que sair da escola, pois é no Grêmio que começa a mudança"

A Apes considera essencial cumprir a tarefa de dar assistência aos Grêmios estudantis, por isso nós parabenizamos a diretoria eleita e nos comprometemos a realizar debates e demais atividades em parceria com este grêmio combativo e de luta que está sendo construído na escola João Roberto Borges de Souza.
Em cada escola, um Grêmio!
Em cada Grêmio, uma Luta!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Fora Mendonça! Educação SIM! Corrupção NÃO!

Fora Mendonça! 


Desde que o ilegítimo governo de Michel Temer (PMDB) assumiu, as medidas para favorecer os ricos, grandes banqueiros, e as denúncias de corrupção não param de crescer, demonstrando que desse novo-velho governo nada podemos esperar para resolver os graves problemas que o país vive.
O Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), de acordo com denúncia da Procuradoria Geral da República, recebeu R$ 100 mil da UTC, empresa envolvida na Operação Lava-jato para financiar sua campanha a deputado federal no ano de 2014. Em sua defesa ele alega que o dinheiro foi depositado na conta do DEM e não diretamente na sua, mas dessa forma confirma o pagamento da propina.
Ao assumir o MEC, Mendonça deu início a uma tentativa de esvaziar as funções do Fórum Nacional de Educação, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), e ainda tem buscado intervir na autonomia das instituições, como no caso da divisão do Instituto Federal de Pernambuco visando a criação de um novo instituto com sede em sua cidade natal.
Demonstrando ainda sua incapacidade de diálogo e articulação com os educadores do país, restou a Mendonça receber já nos seus primeiros dias de ministério as valorosas contribuições do “educador” Alexandre Frota. Vergonhoso!

Um filme que se repete

Mas basta observar a trajetória de Mendonça que não encontraremos nenhuma novidade em suas ações. Enquanto foi vice-governador e governador de Pernambuco em nada melhorou a educação básica e impôs ao povo pernambucano escolas sucateadas, falta de professores e praticamente nenhum investimento ao longo de seus oito anos de governo, bem como negligenciou o financiamento e a manutenção da Universidade estadual, a UPE.
Quanto a corrupção, basta lembrarmos da sua ilustre presença na lista de recebedores de propinas na Operação Castelo de Areia, quando em 2008 também recebeu recursos de empreiteiras, dessa vez a Camargo Correia, para sua campanha à prefeitura do Recife.

Educação SIM! Corrupção NÃO!

Os estudantes e a juventude brasileira não aceitam essa situação. Enquanto nos faltam condições de acesso à uma educação de qualidade, escolas abandonadas pelos governos, falta de vagas nas universidades, vemos a ascensão de um Ministro que simboliza o que há de mais retrógrado na política nacional, com casos de corrupção, coronelismo e representando um partido que notadamente defende uma educação elitista e conservadora.
Queremos a valorização da educação brasileira, e isso só será possível com a construção de uma educação crítica e libertadora, com a destinação de mais verbas para a educação e garantia de bolsas para os estudantes. Neste sentido, nos somamos na luta contra o pagamento da dívida pública, para que o dinheiro do povo seja destinado em benefício do povo brasileiro.
OBS: Matéria extraída do site da União da Juventude Rebelião(UJR).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

APES-PB reúne com Secretário de Educação para pedir melhorias nas Escolas e discutir o #ForaMendonça


APES-PB na Luta!

Na manhã do dia 22 de Junho, a  APES-PB(Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas), foi à Secretaria de Estado da Educação da Paraíba para exigir uma reunião com o secretario Aléssio Trindade e expor as pautas das lutas dos estudantes da Paraíba, como o Passe-Livre, as Reformas nas Escolas e o respeito aos Grêmios Estudantis e demais e entidades. 
O Secretário informou que várias escolas já possuem Ordem de Serviço para começar suas reformas, já neste segundo semestre, como a escola Cônego Luiz Gonzaga, em Mangabeira, João Pessoa. 
Além de discutirmos a realidade das escolas e o Passe Livre estadual, a APES também bateu um papo com o secretário a respeito do corrupto que dirige o Ministério da Educação, Mendonça Filho.

                                                   Fora Mendonça‬!    

 O Ministro da Educação Mendonça Filho, segundo investigações enviadas ao STF por Janot, recebeu ilicitamente 100 mil reais para sua campanha eleitoral de 2014. Há uma imagem no celular do ex-diretor da UTC contendo o valor(R$100Mil), o nome de Mendonça Filho e sua conta corrente.
Ele, Mendonça Filho, é um verdadeiro atraso... Desde que assumiu a pasta vem esvaziando fóruns de educação e objetiva impor o conservadorismo nas nossas escolas, chegando a reunir com o ator pornô e estuprador Alexandre Frota. 
Por isso, também é luta do movimento estudantil a luta pela queda deste ministro corrupto deste governo golpista, inimigo da Educação e do povo.
A tarde, a APES-PB se dirigiu à ocupação do IPHAN(#OCUPAMINC-PB) como forma de apoiar e participar desta luta contra os golpistas, que são inimigos dos estudantes e da nação brasileira.
Apes na luta! Por Educação de Qualidade!‬ Fora Mendonça! Fora Temer‬!

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