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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

R$3,55 É ROUBO! Contra o aumento da tarifa em João Pessoa!

ESTUDANTES DE JOÃO PESSOA CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

PARTICIPEM DO APITAÇO HOJE, ÀS 16H, NAS PARADAS DE ÔNIBUS DO PARQUE DA LAGOA!

A APES convida todos os estudantes de João Pessoa - PB à irem às ruas para lutar contra mais uma injustiça planejada pelos empresários do transporte público e pela prefeitura de João Pessoa.

O Conselho Tarifário decidiu pela terceira vez, no período de um ano, aumentar a tarifa dos ônibus coletivos de João Pessoa. Esta decisão foi tomada numa reunião feita na calada da noite, sem discussão com as entidades estudantis e, sobretudo, sem dar satisfação alguma à população de João Pessoa. 


A nova tarifa, R$3,55, é 18,3% mais cara que a tarifa de um ano atrás, mostrando que o atual governo de João Pessoa é um dos que mais aumentaram o preço das passagens. Andar de ônibus está mais caro por causa de um prefeito que quer apenas receber o apoio dos empresários do transporte público nas eleições, enquanto estes lucram mais ainda às custas dos estudantes, das donas de casa e de todos(as) os(as) trabalhadores(as) de nossa cidade.

Vale ressaltar que este aumento vai acarretar em uma diminuição do poder de compra da população, pois, no final do mês, a conta das nossas famílias vai ser ainda mais difícil de ser fechada, levando em consideração que o salário mínimo dos trabalhadores não aumentou nem 2% em 2018.

Deste modo, todos os estudantes devem se mobilizar para barrar mais este assalto ao nosso bolso. A APES se soma a mobilização que acontecerá HOJE, às 16h, nas paradas de ônibus da Lagoa.

#3e55éUmRoubo!
#EstudantesnaLuta





terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Por um 2018 de lutas e conquistas para os secundaristas paraibanos

No ano de 2017, a APES movimentou o cenário do movimento estudantil paraibano, encerrando o ano com um exitoso congresso. Em 2018 faremos muito mais lutas! Neste ano que acabou, nós ajudamos a reorganizar o Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano, que estava desativado há meses; combatemos o machismo, participando de manifestações pelos direitos das mulheres; lutamos nas ruas contra a entrega dos serviços das escolas da rede estadual de ensino para as terceirizadas Organizações Sociais, combatendo a privatização da educação, inclusive, através de uma exitosa ocupação da Secretaria de Educação do Estado; fizemos lutas contra a implantação do ensino integral nas escolas que não possuem estrutura adequadas para suportar tal modalidade de ensino; organizamos uma aula de defesa-pessoal para meninas estudantes do ensino médio; levamos uma bancada de estudantes paraibanos para o 42º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, que aconteceu em Goiânia-GO; e, ao final do ano, realizamos o nosso 8º Congresso, elegendo Vitória Ohara, líder do Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano, para presidir a nossa entidade pelos próximos dois anos.
Viva a luta dos estudantes secundaristas paraibanos por uma educação pública de qualidade! Por um 2018 de grandes lutas e conquistas para todos os estudantes da Paraíba!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ensino Integral só se for com boa estrutura e condições de estudo!

Como se já não bastasse a decisão autoritária do Governo do Estado da Paraíba de repassar para a "Ecos" e para a "Insaúde" a gestão dos serviços de apoio das escolas estaduais paraibanas, enviando para estas Organizações Sociais(OSs) grandes montantes de dinheiro para que elas utilizem da forma que quiserem, desprezando a gestão democrática do orçamento público da educação e garantindo para os dirigentes destas OSs altos salários, agora o governo decide transformar 16% das escolas estaduais em escolas integrais, passando por cima da opinião da maioria dos estudantes e prejudicando a categoria dos professores. A partir de 2018, 100 escolas estaduais paraibanas se tornarão "Escolas Cidadãs Integrais".

Na Paraíba, até mesmo as principais escolas, como o Liceu Paraibano, passam por dificuldades estruturais. Banheiros sem estrutura para banhos, salas de aula sem climatização, pouca variedade da merenda, professores mal-remunerados: este é o cenário da educação pública na Paraíba. No entanto, o governo desconsidera isso, finge que está tudo bem e quer fazer mágica impondo o ensino integral em quase 70 escolas estaduais a mais. Não temos estrutura para o ensino integral!

O pior é a evasão que esta decisão pode produzir. Uma escola que possui 20 salas de aula e 40 turmas(somando os turnos da manhã e da tarde), terá que reduzir a quantidade de turmas para apenas 20. Deste modo, ou as turmas que possuem, por exemplo, 40 alunos, terão que se transformar em turmas com 80 alunos, ou essas turmas continuarão com o mesmo número de alunos, fazendo com que as escolas reduzam em 50% o número de estudantes matriculados. Uma escola com 800 estudantes matriculados atualmente só terá condições de receber 400 estudantes quando começar a valer o ensino integral em 2018.

A evasão também se dará entre os professores. Caso um professor trabalhe numa escola da rede estadual e numa outra da rede municipal, ele terá que cortar o vinculo com uma das escolas, se dedicando somente a uma delas, recebendo um salário menor do que recebia antes e tendo uma carga horária maior de aulas. Deste modo, os professores das escolas que se tornarão integrais não possuem a garantia de que vão continuar nas suas instituições de ensino, passando inclusive pela possibilidade de terem se submeter a processos seletivos.

Neste sentido, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas, entidade que organiza a defesa dos direitos estudantis paraibanos, se coloca de forma contrária a esta decisão do governador Ricardo Coutinho e do secretário estadual de educação, Aléssio Trindade, pois nós acreditamos que as escolas estaduais paraibanas não possuem estrutura para receber o ensino integral e porque há um risco iminente de cessar a oferta de cursos técnicos em várias escolas que atualmente ofertam formação técnica aos seus alunos.

O governador precisa entender que não é com medida provisória que se resolve os problemas da educação. Os problemas da educação e suas soluções devem ser debatidas com os estudantes e com os professores.

Somos contra o ensino integral da forma como está sendo colocado! APES na luta!








terça-feira, 24 de outubro de 2017

APES debate educação com a plataforma VAMOS



A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindoNo ultimo dia 11 de outubro, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES) participou de um debate com a plataforma VAMOS, ocorrido no Auditório do IFPB - Campus de João Pessoa. Na mesa, estavam Mika Gabrielli (mediadora da FPSM), prof. Roberto Rondon (UFPB) e Maria Denise (APES). VAMOS é um ciclo de debates coordenado pela Frente Povo Sem Medo para discutir um projeto para o Brasil. A ideia é realizar uma discussão ampla, nas redes e nas praças de todo o país, que contemple a diversidade de representações e de posicionamentos políticos.



A imagem pode conter: 1 pessoa
Durante o debate, a presidenta da APES, Maria Denise, defendeu que: "A construção de um programa para a educação pública, gratuita e de qualidade passa por um debate profundo com os estudantes, professores e especialistas comprometidos com educação de todo o país. O interesse dos políticos e dos ricos é manter a juventude cega, sem consciência de seus direitos, mas nós sabemos que somente investindo em assistência estudantil e garantindo a democracia garantiremos a educação de nossos sonhos."



O debate contou com a participação de vários estudantes do IFPB e de outras escolas, além de professores universitários e de escolas estaduais, que formularam juntos propostas para a educação que o povo quer. VAMOS mudar a educação!

sábado, 16 de setembro de 2017

Vem com a APES para o Congresso da UBES!

Foi dada a largada para o 42° Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Este ano, o encontro acontecerá entre 30 de novembro e 3 de dezembro na cidade de Goiânia, em Goiás, e a expectativa é que a cidade receba milhares de estudantes de todo o país que debaterão os rumos da educação pública brasileira e o futuro do movimento estudantil. Entre os estados que participarão do Congresso da UBES, está a Paraíba, que graças ao esforço da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES), uma bancada de estudantes paraibanos está sendo organizada para ir ao Congresso.

A UBES é uma entidade histórica que sempre lutou em defesa da educação e dos direitos dos estudantes, sendo uma peça fundamental nas inúmeras lutas do povo brasileiro, como a luta contra a ditadura militar fascista e a campanha que pedia "Diretas, Já", na década de 80. 

No entanto, hoje a entidade tomou outro rumos, que contrariam a verdadeira luta dos estudantes. Em vez de restrição do direito à meia entrada, os estudantes querem os seus direitos por inteiro. O acesso à cultura é um direito da juventude brasileira e a UBES não poderia ter negociado com o governo federal algo que os estudantes conquistaram com muita luta. Além disso, é evidente a ausência da UBES como entidade chave nas lutas contra o golpismo de Michel Temer e contra os ataques que o governo tem promovido à vida da juventude e do povo, demonstrando a sua ausência do cotidiano da maioria das escolas.

A Paraíba não pode ficar de fora desta luta por uma UBES combativa, consequente e de luta. Deste modo, a APES está organizando uma bancada de estudantes paraibanos que irão ao congresso com muita consciência e vontade de mudar o movimento estudantil brasileiro, lutar por melhorias na educação e por uma sociedade melhor.

Assim, fazemos o chamado para que os estudantes da Paraíba participem do 42° Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Para que a sua escola seja representada no Congresso da UBES, basta entrar em contato com a APES que nós lhe daremos todas as orientações e tiraremos todas as dúvidas sobre o processo de definição de representantes e eleição de delegados. Vem com a APES para o Congresso da UBES! Rebele-se em defesa da educação!
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A APES foi às ruas por mais qualidade na educação e contra os retrocessos!

Neste dia 17 de agosto, a APES realizou um grande ato contra a terceirização da educação da Paraíba(implantação de Organizações Sociais na rede estadual de ensino), contra o sucateamento das escolas, a falta de assistência estudantil na rede federal de ensino técnico e em defesa do passe-livre estudantil. O protesto fez parte do Agosto Rebelde, mobilização que acontece nas principais cidades do país no mês de agosto em defesa da educação pública de qualidade.

A mobilização teve inicio em frente ao Liceu Paraibano e contou com a participação de cerca de 350 estudantes de diversas escolas de João Pessoa e da região metropolitana, entre elas o próprio Liceu, o Olivina Olivia, o IEP(Instituto de Educação da Paraíba), os campus de João Pessoa e de Cabedelo do IFPB, a Escola João Goulart(Jango), a Escola Prefeito Oswaldo Pessoa(EPOP) e a Escola Cidadã Integral Técnica de João Pessoa(ECIT-JP).

O ato ocorreu de forma exitosa mesmo após a APES ter sofrido duas tentativas de boicote das direções do Liceu Paraibano e do Olivina Olivia. No Liceu, a direção trancou os portões dos corredores para que os estudantes não saissem da escola, mantendo-os presos por vários minutos até que, após muita pressão, a escola foi forçada a liberar os estudantes para o ato. No Olivina, os estudantes relataram que a direção ameaçou de suspensão os estudantes que participassem da mobilização. Vale ressaltar que, inicialmente, este protesto seria no Dia do Estudante, que é no 11 de agosto, mas a direção do Liceu, que é favorável à terceirização da educação, suspendeu as aulas na tentativa de impedir que o ato acontecesse.

Após fazer uma parada em frente ao prédio do Governo do Estado, o ato se dirigiu à Assembléia Legislativa da Paraíba, onde as galerias foram completamente ocupadas e após alguns minutos a sessão foi transformada em audiência pública, requerida pelo Deputado Anísio Maia. Na audiência, os estudantes puderam falar e expressar sua indignação contra a situação atual da educação.

Vitória Ohara, presidenta do Grêmio do Liceu, disse que "mesmo após as tentativas de impedir que o nosso ato acontecesse, conseguimos reunir centenas de estudantes e deixar o nosso recado: não vamos permitir que as nossas escolas continuem sucateadas e que sejam terceirizadas. Nós vamos fazer muita luta!".

Para a presidenta da APES, Denise Cruz, "Embora a educação esteja nas mãos de governos que só ajudam a piora-la, não vamos abandonar as nossas lutas e continuaremos nos fortalecendo. A proposta de privatizar a educação não será admitida e por isso continuaremos organizando manifestações para expor os governos, defender uma educação de qualidade, o passe-livre e assistência estudantil para os estudantes que mais precisam."

Já Mariana Ferreira, primeira vice-presidenta da UBES, disse que "O mês de agosto está sendo um momento em que no país inteiro acontecem inúmeras lutas em defesa da educação, e na Paraíba não está sendo diferente. Por isso, a APES está de parabéns e o movimento estudantil está certo ao continuar resistindo contra a privatização, contra o sucateamento e por uma educação melhor".

Não à terceirização da educação! Fora OSs! Contra o sucateamento de nossas escolas! Por assistência estudantil! Passe-Livre já para os estudantes! APES na luta!

Por: Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas - APES











terça-feira, 25 de julho de 2017

NOTA DE REPÚDIO ÀS AGRESSÕES DE AGENTES DO ESTADO DA PARAÍBA CONTRA O MOVIMENTO ESTUDANTIL

A Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) vem a público denunciar as agressões promovidas por agentes do Governo do Estado da Paraíba no ato pelas “Diretas Já!” neste último dia 21 de julho, no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa.
Durante do ato, realizado com grande êxito por uma ampla frente política, a APES promoveu intervenções em repúdio ao processo de terceirização, via Organizações Sociais (OSs), que o Governo da Paraíba tenta impor às escolas do Estado. O momento de fala dos oradores no palco foi respeitado em todos os momentos, e assim também seria na fala do governador Ricardo Coutinho, último inscrito na ocasião.
Porém, incomodados com as críticas, os funcionários comissionados do Governo Saulo Lima (Secretaria de Educação) e Alexandre Macedo (Jornal A União) pisaram sobre a faixa confeccionada pela APES com os dizeres “Não à privatização da Educação! Fora OSs!”, tentando ainda rasgá-la. Apesar das tentativas de explicar que o protesto só se daria após a intervenção do governador, os mesmos partiram para a agressão, empurrando os estudantes que empunhavam a faixa.
Neste momento, a estudante da rede federal de ensino Lívia Miranda levou um soco no estômago; o estudante da rede estadual Vinícius Almeida foi empurrado bruscamente e xingado com expressões homofóbicas; e o também estudante da rede estadual Jonas Carvalho (secretário-geral da APES) foi atacado na cabeça e nas costas com o mastro de uma bandeira.
Responsabilizamos estes dois senhores por toda a confusão criada e cobramos uma postura punitiva a estes dois funcionários do Governo do Estado, que, de forma tão truculenta e desesperada tentaram impedir que o governador escutasse a posição contrária à sua política de terceirização na Educação Estadual.
O governador, aliás, teve que ouvir durante sua fala de cerca de 10 minutos as palavras de ordem dos estudantes revoltados contra sua ação privatista e contra a violência de seus funcionários comissionados ao movimento estudantil.
Vale ressaltar que a APES tentava, há três meses, sem sucesso, uma audiência com o secretário estadual de Educação Aléssio Trindade para debater inúmeros problemas enfrentados pelas escolas estaduais da Capital. Para garantir uma conversa com o secretário, agendada para a próxima terça-feira, dia 25/07, a entidade teve que organizar uma ocupação no prédio da Secretaria, no Centro Administrativo do Estado, durante quase seis horas, no dia 18 deste mês, ocasião em que ocorria a entrega formal das propostas das Organizações Sociais para gerir os mais diversos setores das escolas públicas da Paraíba, um negócio altamente lucrativo.
Não calarão a voz da APES! Não impedirão nossa luta em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade! Educação não é mercadoria!
João Pessoa-PB, 22 de julho de 2017
Diretoria da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES)


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Nova gestão do Grêmio do Liceu Paraibano toma posse


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Assembleia Geral dos Estudantes
Neste dia 12 de junho, dia dos namorados, uma nova gestão foi empossada para o Grêmio Estudantil do Liceu Paraibano (GELP), após uma eleição que ocorreu no ultimo dia 30 de maio.

O Grêmio do Liceu estava há quase um ano sem gestão, com a sala fechada, deixando os estudantes sem sua legítima representação. À partir da iniciativa de um grupo de estudantes, com a ajuda da APES, foi feita uma assembléia para aprovar um novo estatuto e marcar uma eleição.

Duas chapas inscreveram-se durante o processo eleitoral. A Chapa 1, com o nome "Aprender é Transformar", tinha como candidata à presidência a estudante Maitê Mello. Já a Chapa 2, com o nome "Voz Ativa", tinha como candidata à presidência a estudante Vitoria Ohara.

Do inicio da campanha até o fim da eleição as duas chapas mantiveram o respeito e tudo aconteceu de forma tranquila. A APES acompanhou o processo e ajudou a orientar a comissão eleitoral, com o objetivo de garantir que o processo ocorresse de forma democrática. Ao fim do dia de eleição, após a contagem de votos, a comissão eleitoral anunciou o resultado. A chapa 1 obteve 287 votos e a chapa 2 obteve 737 votos. No total, 1253 estudantes foram às urnas.

Com 72% dos votos válidos, a Chapa 2, intitulada Voz Ativa, foi eleita para o mandato que durará até o dia 30 de maio de 2018.

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e área interna
Posse da chapa eleita
Na posse estiveram presentes algumas representações, entre elas: Olegário Vieira, diretor do Liceu, Tulhio Serrano, representando a Secretaria de Estado da Educação (SEE-PB), Maria Denise, presidenta da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) e Paulo Xavier, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraiba (SINTEP-PB) e membro da CUT. Todos falaram parabenizando o processo eleitoral e a chapa eleita e ressaltando a importância do Grêmio do Liceu para o movimento estudantil e para a luta em defesa de uma educação pública de qualidade.

Segundo Vitoria Ohara, presidenta eleita do Grêmio, "nós movimentamos a escola como há muito não se via, conscientizando verdadeiramente a juventude de que é preciso se organizar e lutar. Isso fez com que o conjunto dos estudantes tivesse uma grande confiança na chapa Voz Ativa, garantindo esta expressiva votação".

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Parte dos membros da chapa vencedora
O novo Grêmio tem uma diretoria composta por 25 estudantes e conta também com uma rede de estudantes-apoiadores(as). A ideia do Grêmio, agora, é tocar as lutas em defesa dos direitos dos estudantes, contra as máfias de carteirinhas estudantis, por uma escola democrática e que incentive a cultura e o esporte. Nós da APES iremos lutar junto com o Grêmio do Liceu para garantir uma educação pública gratuita e de qualidade na Paraíba e no Brasil.

Em cada escola, um Grêmio! Em cada Grêmio, uma luta!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fortalecer a APES e construir um movimento estudantil combativo

Em todo o país, o ano de 2016 foi muito agitado para o movimento estudantil. As centenas de ocupações nas escolas, atos de rua e demais formas de resistência demonstraram que os estudantes brasileiros possuem uma grande capacidade de mobilização e que não se calam quando seus direitos são ameaçados. 

No nosso estado não foi diferente. A participação dos estudantes nas ocupações dos diversos campus do IFPB, na ocupação do Lyceu Paraibano, do CAVN, do Estadual da Prata e das demais escolas resultou em um saldo muito positivo para o fotalecimento das lutas. Participamos massivamente das manifestações contra as retiradas de direitos, contra o golpe do parlamento burguês à presidenta eleita, contra a PEC 241/55, a reforma do ensino médio, o projeto Escola Sem Partido e todos os retrocessos. 


Nesse sentido, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES), entidade que representa os estudantes secundaristas de nosso estado, entende que é necessário avançar ainda mais na organização do movimento estudantil. 

A Paraíba é um dos piores estados do país quando se fala em índices de qualidade da educação, pois temos inúmeras escolas sucateadas, precisando urgentemente de reformas; não temos passe-livre garantido para os estudantes; professores não são valorizados devidamente; a merenda, o fardamento escolar e os livros sempre deixam de ser tratados como prioridade, etc

Por todos esses motivos, a APES realizará no ano de 2017 vários debates nas escolas, seminários de educação, manifestações e jornadas de lutas e, essencialmente, apoiará o fortalecimento e a criação de Grêmios Estudantis, pois consideramos que é no Grêmio que começa a mudança na escola. 

Fazemos esse chamado com muita animação: juntem-se a APES na construção de uma educação de qualidade, por um movimento estudantil combativo e que esteja ao lado dos estudantes! Nossa tarefa é unir os estudantes, fortalecer a APES e construir a educação dos nossos sonhos!
Em cada escola, um Grêmio! Em cada Grêmio, uma luta!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nota contra o aumento das passagens em João Pessoa


Iniciamos mais um ano com a notícia de mais um aumento abusivo do preço das passagens do transporte coletivo de João Pessoa, anunciado pelo secretário de Mobilidade Urbana (SEMOB) Carlos Batinga, o qual afirmou que as tarifas do transporte urbano iriam sofrer um novo reajuste. O secretário justificou a necessidade do novo reajuste pela queda no número de usuários, o que teria prejudicado a arrecadação dos empresários. 

Essa afirmação e a forma como tem sido defendido o reajuste por parte de um membro da administração municipal, deixa claro em qual lado está o secretário do Carlos Batinga e a PMJP neste momento, ao optar por um lado do sistema de transportes urbanos, o dos empresários, não levando em conta a população de João Pessoa. Na condição de secretário, pelo cargo que ocupa, o mesmo deveria primar pela defesa e trabalho em prol da população e do interesse coletivo, entretanto, nitidamente ele opta pelo empresariado e seus interesses mercadológicos. 

A informação divulgada por diversos meios de comunicação da cidade e não negado por Carlos Batinga e qualquer outro membro da Prefeitura de que existe um acordo entre a SEMOB e os empresários que culminará em um aumento na tarifa de ônibus anualmente a ocorrer sempre no mês de janeiro, reforça o compromisso com as empresas de ônibus em detrimento da população. Vale ressaltar que, ainda que pese a autenticidade da informação, este o acordo desde 2015, já vem sendo cumprido com aumentos sempre no primeiro bimestre do ano. 

O Prefeito Luciano Cartaxo mandatário de toda essa interlocução em favor do empresariado, finge não ter envolvimento na questão e usa de escudo o secretariado e o “Conselho Tarifário” para esconder que aumentou como nenhum outro prefeito o valor da tarifa de ônibus. Este será o quarto aumento em menos de dois anos, passando inicialmente de R$2,35 (em 2014 o valor era de R$2,20) para os atuais R$3,00, se este novo aumento feito pelo acordo entre a Prefeitura, através da SEMOB e Empresários de Ônibus se tornar realidade, a nova tarifa chegará ao valor de R$3,43. Em quatro anos saímos de R$ 2,20 para R$ 3,00 (SEIS AUMENTOS), bem acima da inflação no mesmo período, o que representa um grande acordão. Esse novo aumento resultaria em mais um golpe contra o povo pessoense em prol dos interesses empresariais do setor de transportes na cidade.
 

Na contramão da velocidade em que cumpre os acordos com o empresariado de ônibus, a promessa de campanha feita ainda em 2012 por Luciano Cartaxo da implementação do BRT em João Pessoa, teve os recursos retirados pelo Governo Federal por conta do não cumprimento dos prazos e projetos por parte do prefeito e sua equipe, mostrando desprezo por uma intervenção fundamental que geraria qualidade, conforto e velocidade para o serviço de transporte público da cidade, prejudicando assim, toda a população.
A juventude e os trabalhadores/as são os mais prejudicados e afetados pelo aumento e pela má qualidade do transporte, impedindo o acesso à vários direitos como cultura, educação, lazer, saúde e direito a cidade. Essa situação fragiliza ainda mais a população, que tem pago a conta de uma grande crise econômica que vem gerando desemprego e dificuldades financeiras em todo o país.


Ao impedir que a população se locomova na cidade, através de uma passagem que comprometerá mais de 15% da renda daqueles/as que ganham até um salário mínimo (maior parte da população) estará sendo retirada a possibilidade para que as pessoas possam lutar pela sua sobrevivência em meio ao caos social existente. Essa realidade acaba forçando as famílias a retirar do já parco orçamento familiar outras necessidades fundamentais para custear o lucro das empresas do transporte público em João Pessoa. 


Entendendo que a capital do estado teve uma grande ampliação de vários setores sociais e populares, surge também a necessidade de uma grande reformulação no Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa, este que efetivamente só existe para deliberar sobre as passagens, fato que o conferiu a alcunha de "Conselho Tarifário". Nessa mudança, em vez de fortalecer a presença de indicações da gestão e a retirada das representações estudantis, como o prefeito Luciano Cartaxo na surdina tenta fazer, é necessário ampliar a participação social, garantindo no mínimo a paridade do Conselho entre Sociedade Civil e Poder Público, gerando assim, uma maior representação social, garantindo, por exemplo, espaços para instituições representativas das pessoas com deficiência e instituições de ensino e representação estudantil (IFPB, UEPB, NASSAU, UBES, UNE, além das já presentes no Conselho). Reforçamos também a necessidade da ampliação da representação da Câmara Municipal de João Pessoa no conselho, hoje restrita à uma única cadeira indicada pela Mesa diretora da Câmara, cuja representação rotineiramente é feita por membros da bancada de situação da prefeitura.


Por isso, nós da sociedade civil organizada, mandatos de vereadores/as, deputados/as, entidades estudantis e movimentos sociais refutamos qualquer possível aumento de passagem no município de João Pessoa. Transporte coletivo público e de qualidade é um direito do povo e por isso lutaremos, em defesa da população, e exigindo que a Prefeitura Municipal de João Pessoa fomente o debate sobre a necessária reformulação do Conselho de Mobilidade Urbana, não representa a sociedade civil e nem é composta por suas devidas representações. 


Essa nota é publica e representa a vontade da sociedade civil.


Assinam:
União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba – AESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas – APES
União da Juventude Socialista de João Pessoa – UJS/JP
União da Juventude Rebelião
Levante Popular da Juventude Paraíba
Juventude Socialista Brasileira João Pessoa – JSB/JP
Juventude da Articulação de Esquerda – JAE
Centro acadêmico de Arquivologia da UEPB Campus V
DCE UFPB
DCE IFPB
Grêmio IFPB
Mandato Vereadora Sandra Marrocos - PSB
Mandato Vereador Tibério Limeira - PSB
Mandato Vereador Marcos Henriques - PT
Mandato da Deputada Estela Bezerra - PSB

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NADA HÁ TEMER SE NÃO O CORRER DA LUTA! POR UMA REFORMULAÇÃO DE MAIS INVESTIMENTOS E QUE SAIA DO CHÃO DA ESCOLA E DE QUEM VIVE A ESCOLA TODO DIA

No início de setembro, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, e o golpista Michel Temer apresentaram a medida provisória 746 para a reformulação do Ensino Médio. No entanto, a medida está longe de resolver os problemas da educação e possui uma série de contradições e aspectos negativos. Um deles é a possibilidade do fim da obrigatoriedade da oferta das matérias de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física. São matérias que proporcionam ao estudante o pensamento crítico e a construção de opiniões, permitem a expressão de sentimentos e a melhoria da condição física através da prática saudável de esportes.
Outro problema está na junção das matérias por área de conhecimento, como acontece no ENEM, sem que haja capacitação dos professores para ministrar essas aulas. Como solução, a MP propõem o “Notório Saber” nas questões ligadas a educação técnica, que na prática significa que de mais nada ira servir a didática ou conhecimentos pedagógicos para lecionar nas salas de aula e sim só o conhecimento técnico sobre a área. Ou seja, não resolve o problema. Além disso propõe aula de formação profissional, sem as condições adequadas para o aprendizado de uma profissão e sem o pensamento crítico sobre o trabalho desempenhado. A ideia é formar, de maneira tecnicista, jovens para ingressar no mercado de trabalho e servir aos interesses das empresas. Mas não para por aí! Agora, os estudantes terão sete horas diárias de aula. Isso implica que ficaremos parte da manhã e da tarde na escola.
Sabemos que grande parte dos jovens do nosso país já são ingressos no mercado de trabalho e tentam conciliar o emprego com a sua formação escolar. Uma solução seria a escola auxiliar os estudantes que precisam trabalhar para ajudar em casa, mas esse problema nem pareceu passar pela cabeça do Mendonça. Sete horas diárias de aula acarreta outros problemas: as escolas de ensino médio já possuem salas de aula cheias. Se a proposta é juntar os turnos, as salas vão ficar lotadas ou a oferta de vagas irá diminuir. Qualquer uma das opções é pior para os estudantes e professores. Num momento em que se busca aprovar a PEC 241, que vai congelar os investimentos em educação durante 20 anos, aprovar uma reforma desse tipo no Ensino Médio que já está defasado é no mínimo inconsequente. Os estudantes não terão garantia de alimentação, de melhoria da estrutura escolar, de assistência estudantil. Os professores não terão garantia de formação continuada, de condições dignas de trabalho e, caso a reforma da CLT seja aprovada, irão se aposentar aos 70 anos.
Ou seja, a escola da PEC 241 é uma escola mais sucateada que a que temos hoje. Enquanto isso, o nosso país continua mandando bilhões de reais por ano para pagar a dívida pública, que é o sistema de transferência de recursos da nação para os bolsos de banqueiros e empresários mais corrupto da nossa história. Afinal, ninguém sabe de onde vem essa dívida e nem para onde vai todo esse dinheiro. Uma reforma do ensino médio que é aprovada juntamente com uma PEC que estabelece o teto para gastos com educação não pode ser de forma alguma, uma reforma que vá melhorar a nossa situação. Por fim, em nenhum momento houve a discussão por parte do governo com os estudantes e os professores sobre o que achamos que deve ser modificado no ensino médio e nas nossas escolas. Na primavera secundarista, mais de 600 escolas foram ocupadas em todo o país e hoje já são mais de 1200 escolas e Institutos Federais ocupados contra a PEC 241 e a Reformulação do Ensino Médio. Afinal, não era essa a proposta dos estudantes para a melhoria do ensino ao fazerem as ocupações do final do ano passado e durante todo esse ano. Essa reformulação foi mais um golpe do governo em cima do povo, que vai ter que se virar pra conseguir um diploma de ensino médio. A melhor reformulação do ensino médio possível é com mais investimento em materiais didáticos, investimentos em assistência estudantil e nos profissionais de educação e radicalizar na gestão democrática em todas as instituições de ensino. Os estudantes querem ser ouvidos e participar das decisões e essa medida do Mendonça só prova que os golpistas querem exatamente o contrário.
Entendemos que uma medida dessas, aprovada sem discussão com a população, não vai resolver nossos problemas. Por isso, diversas entidades estudantis secundaristas de todo o Brasil, que há anos estão na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, se reuniram e convidam os/as estudantes brasileiros/as a se organizarem em suas escolas, fazer debates, palestras e rodas de conversas sobre esse MP que pode retroceder tanto nossa escola. É pra frente que se anda! Lutar contra essa medida autoritária na rua e não dar sossego ao golpista Michel Temer e o corrupto Mendonça Filho é determinante para nossa educação. Abaixo a reformulação do ensino médio, a PEC 241 e a lei da mordaça. Os poderosos só querem sucatear a escola, formar mão de obra barata e alienar nossa juventude. Fora Temer! E leva o Mendonça junto!

Assinam está nota:
União dos Estudantes Secundaristas de Belem - UESB
Associação Municipal dos Estudantes de Teresina - AMES
União dos Estudantes Secundaristas de Timon - UEST
União dos Estudantes Secundaristas da Região Metropolitana de Fortaleza - UESM
União dos Estudantes Secundaristas Potiguares - UESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas - APES PB
União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco - UESPE
Associação Recifense dos Estudantes Secundaristas - ARES
União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru - UESC
Associação dos Estudantes Secundaristas de Petrolina - UESP
União dos Estudantes Secundaristas de Serra Talhada - UESST
União dos Estudantes Secundaristas de Jaboatão - UESJ
União dos Estudantes Secundaristas de Olinda - UESO
União dos Estudantes Secundaristas de Carpina - UESC
União dos Estudantes Secundaristas de Palmares - UESPA
União dos Estudantes Secundaristas de Barreiros - UESB
União dos Estudantes Secundaristas de Goiana - UESG
Associação Litero Social dos Estudantes de Moreno - ALSEM
União Secundarista dos Estudantes de Alagoas - USEA
União dos Estudantes Secundaristas de Juazeiro - UESJ
Associação Metropolitana dos Estudantes de Salvador - AMES Salvador
Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Feira de Santana - AMES FSA
Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte - AMES BH
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Ouro Preto - UMES OP
Diretório dos Estudantes de Montes Claros Livre- DEMC Livre
Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro - AERJ
União dos Estudantes de Duque de Caxias - UEDC
União Meritiense dos Estudantes Secundaristas - UMES SJM
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Armação de Buzios - UMEAB

terça-feira, 28 de junho de 2016

Fora Mendonça! Educação SIM! Corrupção NÃO!

Fora Mendonça! 


Desde que o ilegítimo governo de Michel Temer (PMDB) assumiu, as medidas para favorecer os ricos, grandes banqueiros, e as denúncias de corrupção não param de crescer, demonstrando que desse novo-velho governo nada podemos esperar para resolver os graves problemas que o país vive.
O Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), de acordo com denúncia da Procuradoria Geral da República, recebeu R$ 100 mil da UTC, empresa envolvida na Operação Lava-jato para financiar sua campanha a deputado federal no ano de 2014. Em sua defesa ele alega que o dinheiro foi depositado na conta do DEM e não diretamente na sua, mas dessa forma confirma o pagamento da propina.
Ao assumir o MEC, Mendonça deu início a uma tentativa de esvaziar as funções do Fórum Nacional de Educação, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), e ainda tem buscado intervir na autonomia das instituições, como no caso da divisão do Instituto Federal de Pernambuco visando a criação de um novo instituto com sede em sua cidade natal.
Demonstrando ainda sua incapacidade de diálogo e articulação com os educadores do país, restou a Mendonça receber já nos seus primeiros dias de ministério as valorosas contribuições do “educador” Alexandre Frota. Vergonhoso!

Um filme que se repete

Mas basta observar a trajetória de Mendonça que não encontraremos nenhuma novidade em suas ações. Enquanto foi vice-governador e governador de Pernambuco em nada melhorou a educação básica e impôs ao povo pernambucano escolas sucateadas, falta de professores e praticamente nenhum investimento ao longo de seus oito anos de governo, bem como negligenciou o financiamento e a manutenção da Universidade estadual, a UPE.
Quanto a corrupção, basta lembrarmos da sua ilustre presença na lista de recebedores de propinas na Operação Castelo de Areia, quando em 2008 também recebeu recursos de empreiteiras, dessa vez a Camargo Correia, para sua campanha à prefeitura do Recife.

Educação SIM! Corrupção NÃO!

Os estudantes e a juventude brasileira não aceitam essa situação. Enquanto nos faltam condições de acesso à uma educação de qualidade, escolas abandonadas pelos governos, falta de vagas nas universidades, vemos a ascensão de um Ministro que simboliza o que há de mais retrógrado na política nacional, com casos de corrupção, coronelismo e representando um partido que notadamente defende uma educação elitista e conservadora.
Queremos a valorização da educação brasileira, e isso só será possível com a construção de uma educação crítica e libertadora, com a destinação de mais verbas para a educação e garantia de bolsas para os estudantes. Neste sentido, nos somamos na luta contra o pagamento da dívida pública, para que o dinheiro do povo seja destinado em benefício do povo brasileiro.
OBS: Matéria extraída do site da União da Juventude Rebelião(UJR).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

APES-PB Convoca Todos os Estudantes de JP para o 2° Grande Ato Contra o Aumento nas Tarifas e Pelo Passe Livre Estadual

A Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES-PB) Convoca todos os estudantes a participarem da 2° Grande Manifestação Contra O Aumento nas Passagens, que vem no espírito de lutas de várias cidades do Brasil. 

A Manifestação não é apenas para reduzir a tarifa do ônibus, que aumentou de R$2,70 para R$3,00, e sim pelo Passe-Livre Estudantil para a Rede Estadual de Ensino e por todas as melhorias necessárias no transporte público pessoense, dentre outras demandas de João Pessoa.

A Manifestação, que acontecerá no dia 24 de Fevereiro(Quarta-Feira), terá início às 15:00h em frente ao Lyceu Paraibano, e seguirá em passeata pelas ruas do Centro da Cidade. 

Contamos com sua presença!
Levem cartazes, bandeiras, e convidem a todos!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A LEI DA RESTRIÇÃO DA MEIA ENTRADA ENTROU EM VIGOR ONTEM (01/12/2015)


As majoritárias da UNE, UBES e ANPG toparam ficar calados sobre a restrição da meia cultural em troca de controlar a emissão de carteiras no Brasil, tirando esse direito de entidades que não são filiadas a elas. Ou seja, literalmente venderam o direito dos estudantes.
A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.852, divulgada como Estatuto da Juventude, onde, no parágrafo 10 do artigo 23, restringe nosso acesso à meia-entrada nos eventos culturais e esportivos
“§ 10. A concessão do benefício da meia-entrada de que trata o caput é limitada a 40% (quarenta por cento) do total de ingressos disponíveis para cada evento”.
Impor o limite de 40% para a oferta de meia-entrada ataca uma conquista histórica da juventude e do movimento estudantil brasileiro
Precisamos defender nosso direito!
Somos totalmente contra a restrição da meia entrada, defendemos uma lei que os estudantes possam escolher as entidades que verdadeiramente os representam e que nenhum direito conquistado seja vendido ou negociado pelo monopólio de carteira.
Convocamos a juventude brasileira a somar-se nessa luta para dizer não a restrição e garantir o direito a meia-entrada ilimitada! Só com luta e mobilização conquistaremos mais direitos!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Estudantes Paraibanos se Preparam Para Representarem as Escolas e o Estado no 41 Congresso Nacional da UBES

Atualmente, a União Brasileira dos Estuantes Secundaristas não tem protagonizado as principais lutas dos estudantes e da juventude. Essa entidade, que tem uma história tão bonita de lutas das quais foi protagonista, hoje está entregue a setores governistas que não fazem uma crítica real e não mobilizam contra os ataques que o governo vem fazendo à juventude. Infelizmente não vimos a UBES chamar atos contra a restrição da meia entrada, contra o ajuste fiscal do governo e o corte de verbas na educação. E somente nós, estudantes que entendemos a importância dessa entidade para mudarmos a atual conjuntura, podemos mudar isso.
Está dada a largada para o 41º Congresso da UBES. Em todo o país já começaram as eleições de delegados para o Congresso da União Brasileira dos Estudantes. Na Paraíba não foi diferente. A APES-PB está participando do processo e elegendo delegados. É, de fato, uma tarefa muito difícil disputar uma entidade burocratizada e contra o aparelhamento governista do movimento estudantil. Mas mesmo essa barreira não é tão forte quanto os estudantes unidos para lutar contra essa inércia no movimento estudantil nacional. A prova disso vem sendo as últimas eleições realizadas no Rio de Janeiro.
Já fizemos eleições em dezenas de escolas de todo estado, na grande maioria delas, sendo chapa única. Isso mostra a credibilidade que temos no meio estudantil e entre os Grêmios Estudantis de nosso estado. Estudantes das Escolas Oswaldo Pessoa, João Roberto Borges, Cônego Luiz Gonzaga  Pedro Lins Vieira de Melo e Academia de Comercio Epitacio Pessoa, todas em João Pessoa, já demonstraram apoio a tese Rebele-se na UBES. Na cidade de Campina Grande, estudantes e o Grêmio Estudantil da escola Estadual da Prata já tomaram a decisão de construir junto a APES-PB um movimento estudantil combativo e de luta. Na região metropolitana de João Pessoa, capital do estado, já temos dezenas de estudantes que vão participar do congresso da UBES, entre eles, estudantes da escola Maria Honorina em Santa Rita, Irineu Pinto e Dávilla Lins em Bayeux.

Podemos concluir, então, que não é impossível conseguirmos a UBES de volta para os estudantes! É importante que neste momento todos os estudantes que querem tornar a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas perigosa e combativa estejam atentos e se dediquem a eleger e conversar com os delegados e outros estudantes de sua escola e cidade sobre o movimento estudantil. Nós podemos! Vamos juntos fazer a UBES voltar a ser protagonista. APES-PBna luta por uma UBES perigosa!


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

APES-PB Rumo ao 41° Congresso da UBES


  A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) é uma entidade que sem dúvidas marcou a história do movimento estudantil em nosso país. Percebendo-se a necessidade de formar uma entidade que atendesse especificamente os interesses dos estudantes secundaristas (Ensinos Fundamental, Médio, Técnico, Profissionalizante e Pré-Vestibular) no dia 25 de julho de 1948 no Rio de Janeiro em seu Primeiro Congresso Nacional, nasceu a UBES, com o propósito de defender os direitos dos estudantes e lutar por melhorias na nossa Educação!
  Passados 63 anos desde a sua criação, há aproximadamente uma década os estudantes quando são questionados se conhecem a UBES a resposta é praticamente unânime: “não”. Esse distanciamento do movimento estudantil para com os estudantes deve-se à atual situação de apatia da diretoria majoritária da UBES que aparelha a entidade ao governo, e não pauta o que realmente é importante: o investimento público na educação pública. Não é possível continuar vivendo esse quadro que mancha a história do movimento estudantil brasileiro. Portanto, apostamos na tese REBELE-SE, que está de fato ao lado dos estudantes por uma educação pública, gratuita e de qualidade, que está realmente disposta a fazer profundas mudanças nessa entidade e poder avançar a consciência da juventude para o novo tempo que está por chegar.
  Do inicio do ano para hoje, já houveram vários cortes de verbas feitos pelo Governo Federal de R$ 50 bilhões das áreas sociais, sendo que mais de R$ 9 bilhões foram cortados da educação, o que vem ocasionando em grandes reflexos negativos para os estudantes e mais uma vez a majoritária da UBES se calou! Nos últimos anos mais de 24 mil escolas foram fechadas na zona rural(segundos dados da Via Campesina) e a direção majoritária preferiu manter o seu bom relacionamento com o governo federal ao invés de lutar por uma escola no campo e pela reforma agrária.
  Os Jogos das Instituições Federais e as atividades culturais foram cortados no mês de março desse ano (o governo alegou falta de verba para o alojamento dos estudantes) e a direção majoritária mais uma vez preferiu apoiar o governo e os seus ministros como Orlando Silva (PCdoB) que está envolvido com os esquemas de corrupção da copa do mundo ! O ex-presidente da UNE o Sr. Aldo Rebelo, relator do novo código florestal dos ruralistas votou contra a abertura dos arquivos da ditadura no senado brasileiro, e a direção majoritária preferiu abaixar a cabeça ao invés de exigir a abertura dos arquivos. Os leilões do petróleo brasileiro estão sendo marcados a todo o momento, a riqueza do povo brasileiro está sendo roubada e a mediadora dos leilões do petróleo e das multinacionais é a Agência Nacional do Petróleo presidida pelo Haroldo Lima (PCdoB) e a direção majoritária UBES não discute nada sobre a soberania nacional. Queremos uma UBES que defenda a soberania nacional, diga não aos leilões do petróleo e das riquezas naturais! A camada do pré-sal está estimada em R$14 trilhões de reais, esse dinheiro pode ser investido em saúde, educação e cultura, não podemos aceitar que o petróleo seja vendido a preço de banana!
  Por isso, os estudantes paraibanos, cientes da necessidade de uma UBES de luta, que defenda os interesses dos estudantes, vão juntos com a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES), com o objetivo de transformar a UBES numa entidade que não se cale perante o Governo Federal, uma UBES consequente, rebelde e que seja capaz de defender, de fato, o nosso direito a educação de pública, gratuita e de qualidade, a qual vem sendo negado pelo governo e pelo MEC.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

REBELE-SE CONTRA A RESTRIÇÃO DA MEIA ENTRADA CULTURAL

   Impor o limite de 40% para a oferta de meia-entrada ataca uma conquista histórica da juventude e do movimento estudantil brasileiro.
   Dia 05 de agosto de 2013 a presidenta da República Dilma Rousseff, com votos positivos da Direção Majoritária da UBES, sancionou a Lei nº 12.852, divulgada como Estatuto da Juventude, onde, no parágrafo 10 do artigo 23, restringe nosso acesso à meia-entrada nos eventos culturais e esportivos (cinema, shows, teatro, jogos de futebol, etc.):
“§ 10. A concessão do benefício da meia-entrada de que trata o caput é limitada a 40% (quarenta por cento) do total de ingressos disponíveis para cada evento”.
   É claro que não será a juventude, e sim os empresários do mundo da arte, que visam a aumentar seus milionários lucros. Para piorar, quando o estudante for comprar seu ingresso, a empresa poderá dizer que já vendeu a quota dos 40% destinados à meia, e não terá como comprovar esta informação.
   É necessário ocupar os espaços culturais para denunciar o retrocesso, para denunciar a restrição, ocupar shows, feiras, cinemas, para reconquista nosso direito por inteiro!! Ir à luta para defender a meia entrada sem cota!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Lançamento Estadual da Conferencia de Mulheres das Americas

Esta Acontecendo agora no auditório do H.U o Lançamento Estadual da Conferencia de Mulheres das Americas, com um ritmo forte e muito combativo, e esta sendo retrasmitido ao-vivo pela internet no seguinte LINK , a APES-PB esta marcando uma presença forte na conferencia!, logo mais estaremos trazendo novas noticias da conferencia.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito

A Polícia Militar iniciou na manhã do dia 22/01, a reintegração de posse na ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Ocupado há 8 anos, o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados pertence à massa falida da empresa Selecta S/A do megaespeculador Naji Nahas, acusado pela Polícia Federal por operações fraudulentas na bolsa de valores, utilizando suas empresas, inclusive a Selecta, para gerar especulações.
Estima-se que cerca de 9 mil pessoas vivem na comunidade. Uma mega operação que já gastou cerca de R$ 8,4 milhões e contou com cerca de 2 mil soldados do batalhão de choque, helicópteros e carros blindados agiu com muita repressão, violência e truculência. Os moradores resistiram a deixar o local, tentando impedir a entrada dos policiais na ocupação e assim começaram os confrontos. Balas de borracha, bombas de gás-lacrimogênio e de efeito moral,espancamentos e até balas comuns fizeram parte da operação contra homens, mulheres, crianças e idosos. 

Dados oficiais anunciam que, até agora, 63 pessoas foram presas. A polícia acusa todos de serem suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, roubos e outros, e afirma que a desocupação tem sido pacífica com exceção desses casos, porém os moradores negam essa afirmação.
Não há, até este, momento nenhuma confirmação de mortos ou feridos por parte da polícia e a imprensa anuncia ter informação de 10 feridos. No entanto, segundo informações dos militantes do MST, ao menos 3 pessoas foram assassinadas, entre elas uma criança de 4 anos de idade, que morreu após levar 1 tiro de borracha no pescoço.
“Temos várias testemunhas, mas os hospitais – por ordem expressa da prefeitura e da PM – não confirmam as informações, temendo ampliar a indignação e a resistência”, informa Guilherme Boulos, militante do MST.
Conflito de competências ou luta de classes?
A polícia cumpre uma ordem emitida pela juíza Maria Loureiro, da Justiça Estadual, para reintegração de posse. Entretanto, o Tribunal Regional Federal (
) estabeleceu uma liminar suspendendo a reintegração. Este “conflito de competências” do judiciário foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas, antes mesmo de seu parecer, a decisão estadual foi acatada, demonstrando mais uma vez que a justiça nessa sociedade tem lado e defende os interesses da burguesia.
Hoje, militantes do MST, entidades e pessoas apoiadoras ocuparam o Ministério da Justiça em Brasília com o objetivo de pressionar o Governo Federal a enviar tropas da Polícia Federal para que a decisão do TRF de São Paulo, que cancela o despejo do Pinheirinho, seja cumprida.
Segundo o MST, “uma oficial de justiça do TRF esteve ontem no despejo para notificar o comandante da PM de SP para parar a operação, mas sem o envolvimento da Polícia Federal isso não ocorrerá”.
“A Polícia Federal tem o dever legal de cumprir a ordem da Justiça Federal, por isso ocupamos o Ministério”, completa o informe do Movimento.

A APES se solidariza com os moradores do Pinheirinho e condena a política fascista do governo de São Paulo, mais uma vez agindo em defesa da burguesia e para isso, pondo em risco a vida de trabalhadores e trabalhadoras.
Reafirmamos a necessidade da luta pela reforma urbana com políticas efetivas de atenção ao enorme déficit habitacional do nosso país, que priva nosso povo do direito humano de morar dignamente, como tarefa urgente dos movimentos populares e a luta pelo socialismo como estratégia única capaz de eliminar definitivamente as desigualdades sociais no Brasil e no mundo!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

TOMAR AS RUAS PARA CONSTRUIR UMA UBES COMBATIVA E AVANÇAR A LUTA PELO SOCIALISMO

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) realizou em dezembro passado o seu 39° Congresso na cidade de São Paulo, mas por conta da postura de conciliação e entreguismo de sua diretoria majoritária a entidade saiu desse congresso ainda mais diminuída de sua representatividade e força na base do movimento devido a continuidade das fraudes e de acordos celebrados a revelia dos estudantes.

Durante a última gestão a prioridade apontada pela diretoria majoritária, dirigida pela UJS/PCdoB, foi de aumentar a "institucionalização" da entidade, celebrando mais acordos com o governo e nos gabinetes e se afastando ainda mais dos estudantes e suas lutas. É por conta dessa postura que a UBES se alia ao choque de ordem proposto pelo governo do Rio de Janeiro(RJ), votou a favor do aumento das passagens em Recife(PE), e enquanto o movimento social promove diversas lutas contra a prefeitura de Natal(RN) a diretoria majoritária, sem aprovar em nenhuma instância da entidade, celebrou acordo com a prefeita Micarla (PV) sobre as carteiras de estudante para se ausentar da luta conta o aumento de passagens.
Mesmo bandeiras históricas da entidade, como a defesa do ensino público e ao fortalecimento do ensino técnico foram abandonadas. Por conta do PRONATEC, projeto do governo federal que visa fortalecer o sistema S, destinando ainda mais recursos públicos, e que tem a contrariedade das entidades nacionais dos servidores (SINASEFE) e dos estudantes de escolas técnicas (FENET), a UBES vira às costas aos estudantes e nega-se a lutar contra essa medida do governo federal.
A UBES e a conjuntura nacional
Dessa forma, mesmo vivendo um momento extremamente importante no país, em que para agradar os interesses dos grandes banqueiros e especuladores o governo cortou R$ 50 bilhões do orçamento e mantém o pagamento da famigerada dívida pública que consome praticamente 50% de tudo que é arrecadado pelo governo, a UBES é incapaz de convocar uma jornada nacional ou grande luta por mais verbas para a educação.
Na prática a única defesa da entidade é de garantir uma reserva do "fundo social do pré-sal" tentando esconder da juventude brasileira o grande crime que está sendo cometido contra nossas riquezas naturais com a privatização do petróleo brasileiro através da Agência Nacional do Petróleo.
Enquanto tramita no Congresso Nacional o projeto de reforma florestal, construindo conjuntamente entre o Dep. Aldo Rebelo (PCdoB) e a Sen. Kátia Abreu (DEM) que visa diminuir as áreas de preservação e ainda anistia os que devastaram o meio-ambiente, a UBES prefere silenciar sobre o tema, não tendo aprovado nenhuma posição sobre o tema e se negado a debater em seu fórum máximo, o congresso da entidade.

Mesmo nas discussões do novo PNE, quando da Conferência Nacional da Educação, os diretores ligados a diretoria majoritária defenderem a proposta de 7% do PIB para a educação, cabendo apenas a oposição a defesa dos 10%. Para eles, "com calma tudo se ajeita" e renegam o papel da luta e da mobilização para transformação da realidade. Ainda bem que a juventude da Tunísia, Egito, Londres, Nova Iorque e do Chile escolheram outro caminho, e com muita rebeldia construíram grandes mobilizações e levantes durante todo o ano de 2011.
Quanto vale R$ 1 milhão?
Buscando dar uma nova cara a essa entidade, estudantes de todo o país se mobilizaram para o congresso da UBES, e ao chegar a São Paulo se deparam com uma cena que envergonha história de luta da entidade.
Recém-aliado do PCdoB, o prefeito de Gilberto Kassab (PSD, ex-DEM/PFL) foi o convidado de honra da diretoria majoritária. O mesmo que reprimiu violentamente as manifestações contra o aumento de passagens na capital paulista foi entusiasticamente defendido pelo presidente da UBES, sob protestos da oposição.
"Sem o prefeito Kassab esse Congresso não teria acontecido", falou o presidente. Na verdade se dependesse dele e de seu ex-partido o DEM-PFL a UBES nem existiria, pois são os representantes do antigo ARENA, partido dos militares na época da ditadura que proibiu o funcionamento da UBES e da UNE e chegou a incendiar a sede das entidades. Acontece que, segundo dados amplamente divulgados pela imprensa, a prefeitura de São Paulo liberou R$ 1 milhão para a realização do congresso.
Mas quanto vale R$ 1 milhão? Será que a independência política e moral da entidade que lutou contra a ditadura permite receber com tapete vermelho Kassab? Para a diretoria majoritária sim, e por isso é que a cada dia diminui a entidade aos seus interesses particulares e se distancia dos estudantes.
O Congresso "tremeu" com a oposição
As tentativas de golpe contra a democracia do congresso não pararam por aí. Em diversas etapas, delegados foram credenciados indevidamente com a apresentação de documentos fora do prazo estabelecido em regimento, com a implosão da etapa de Pernambuco, maior em número de estudantes e notadamente vencida pela oposição, etapa paralela na Piauí, e 16 remarcações de data e local das etapas estaduais durante todo o congresso.
Durante o congresso o desrespeito aos estudantes só aumentou. Mesmo tendo recebido R$ 1 milhão e cobrando um credenciamento de R$ 50,00 de cada estudante, os ônibus para o alojamento da oposição se atrasaram por horas, e até mesmo a alimentação faltou para centenas de estudantes.
Nada disso, porém, conteve o ânimo e o ímpeto dos estudantes. Organizados pela tese REBELE-SE e pela União da Juventude Rebelião, em todos os grupos de debate e na plenária final do congresso ficou claro de que lado estava o movimento estudantil, de como a base do movimento tem se posicionado diante desses ataques aos direitos dos estudantes, e que mais do que uma bancada no congresso estava ali presente aqueles que darão a virada no movimento estudantil brasileiro pondo fim a conciliação e recolocando a luta no centro do movimento.
Relembrando a história de luta do movimento estudantil, seus mártires e apontando os ataques que a juventude sofre em seu dia-a-dia, sendo privado a educação, com a crescente violência e a proliferação das drogas, os militantes da UJR e da tese REBELE-SE não vacilaram a apontar qual caminho deve seguir a UBES e a juventude brasileira, a de lutar contra a exploração do capitalismo e construir o socialismo como alternativa para o Brasil e para o mundo.
"Enquanto cresce em todo o mundo a luta da juventude, não podemos ficar parados e é preciso que a UBES assuma esse papel de combate por uma revolução e pelo socialismo" falou ao plenário Gladson Reis, presidente da AMES-BH e candidato da UJR a presidência da UBES.
No ano de 2012 os desafios aumentam e é fundamental que cada estudante assuma seu papel na luta em defesa da educação e do socialismo como alternativa para o nosso país. Os diretores eleitos pela oposição na UBES com certeza cumprirão com determinação e abnegação essa tarefa para que possamos, de fato, transformar as bases do movimento estudantil e ter uma entidade nacional que represente os estudantes e a luta do povo.
Conheça os diretores eleitos pela oposição:
Gladson Reis - 1° Vice-Presidente
Carlos Henrique - Dir. Relações Internacionais
Vinicius Pato - Vice-SP
Athamir Marcos - Vice-PB
Stephanye Vilela - Dir. Grêmios
Rubem - Dir. Escolas Públicas
Ana Carolina - 1° Dir. Escolas Técnicas
Eslane Paixão - 1° Dir. Mulheres

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